Copel: Lerner não descarta venda fracionada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de novembro de 2001
Vânia Casado<br>De Curitiba 
O governador Jaime Lerner (PFL) admite a possibilidade de venda fracio nada da Compa nhia Paranaense de Energia (Co pel). Perguntado sobre essa possibilidade, Lerner disse que o governo ''está estudando as alternativas'' e afirmou que ''o mercado ficará conhecendo o resultado ainda este ano''.
O mercado financeiro está na expectativa do novo edital para o leilão. Analistas acreditam que o governo do Estado estaria demorando para divulgar o edital porque estaria ''precificando'' as três divisões da Copel que iriam à venda: Geração, Transmissão e Distribuição.
Há quem diga, porém, que o leilão não sai este ano, porque não haveria ''clima'' para convencer as empresas a investir na compra da estatal. Nova discussão sobre o assunto estaria sendo prorrogada para o final do mês de janeiro de 2002, quando vence a obrigatoriedade do governo em honrar o acordo com os acionistas minoritários. Sem o acordo, o preço mínimo da Copel cai para R$ 4,3 bilhões, conforme consta nos editais anteriores.
Mas o governador reiterou, ontem em Curitiba, que um novo edital será lançado ainda este ano. Ele foi incisivo ao afirmar que o governo tem ''as cartas sobre a decisão e sabe o momento de abertura do novo edital''. O governador garantiu que o preço mínimo não será reduzido, sendo mantido o valor fixado no primeiro edital. Nas duas tentativas de venda da estatal, o preço mínimo foi fixado em R$ 5,068 bilhões. Nas duas vezes, nenhum grupo pré-qualificado fez o depósito de R$ 400 milhões exigido para participar do leilão.


