Copel lança ações na bolsa de Madri no próximo dia 19
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sexta-feira, 07 de junho de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou ao mercado financeiro que no dia 19 deste mês vai fazer o lançamento de ações na Bolsa de Valores de Madri, através do Latibex, mercado que comercializa papéis de empreendimentos latino-americanos na Comunidade Européia. O anúncio de que a Copel teria ações no mercado acionário europeu aconteceu no mês passado, mas a empresa ainda não tinha informado a data do início das operações.
Mo mercado financeiro, a informação que corre é que a Copel quer captar recursos a juros mais baratos. Com o dinheiro, a empresa quitaria a dívida de US$ 150 milhões que tem em eurobônus. O débito venceu em maio e a Copel quer quitá-lo. Ou seja, estará trocando a dívida, com encargos mais baratos, afirmou um analista.
Com o lançamento de ações na Bolsa de Valores de Madri, a Copel estará confirmando participação com operações financeiras nos dois mercados mais importantes do mundo, que são os Estados Unidos e a Europa - disse o diretor de Finanças e de Relações com os Investidores da Copel, Ricardo Portugal Alves. A Copel já tem operações financeiras na Bolsa de Nova York desde 1997.
Atualmente negocia na bolsa norte-americana em torno de 50 bilhões de ações, que correspondem a 18% do capital da empresa. Se a Copel captar entre 10% e 15% do capital da empresa no mercado europeu, já estará caracterizada a formação de uma empresa de economia mista, que dará mais agilidade para participar do Mercado Atacadista de Energia no ano que vem, destacou um analista.
O diretor da Copel disse que a iniciativa da empresa em lançar ações no Latibex deverá aumentar a exposição da empresa diante do mercado e dos investidores europeus. Acrescentou ainda que o objetivo é tornar a empresa mais conhecida para facilitar eventuais negócios no futuro.
O Latibex foi criado em 1999 e todas as suas transações são feitas na moeda única do continente - o Euro. Desse mercado participam 17 empresas - sete delas, brasileiras. O seu objetivo é facilitar a investidores europeus acesso aos emergentes mercados latino-americanos.


