Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) já está operando de forma unificada na prática. O processo de unificação da empresa foi encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que está analisando o pedido. A Aneel informou que a decisão levará em conta as mudanças da política energética brasileira, que estão sendo estudadas pelo Ministério das Minas e Energia.
De acordo com a assessoria da empresa, a Copel já está operando de forma única na medida que os cargos de diretores das subsidiárias não foram preenchidos. Os diretores nomeados para a holding já estão respondendo também pelas subsidiárias, com acúmulo de função, mas não de salários, salientou o porta-voz da empresa.
Dos 24 cargos de diretores existentes na gestão anterior, a atual diretoria só preencheu cinco cargos. A contabilidade das empresas subsidiárias permanecem separadas para dar maior clareza e transparência, justificou a empresa. A racionalização dos procedimentos e processos de trabalho deverão gerar uma economia para a empresa, que ainda está sendo dimensionada.
Enquanto a racionalização dos procedimentos já é uma prática na Copel, a legalização da unificação ainda demora porque depende de legalização do governo federal, através da Aneel. Sob o aspecto legal os procedimentos deverão ser um pouco mais demorados. ''Há uma sequência de providências e formalidades que precisam ser tomadas perante o poder concedente e os investidores, em atendimento à Lei das Sociedades Anônimas e aos regulamentos do setor elétrico'', afirmou o presidente da empresa, o ex-governador Paulo Pimentel, através de sua assessoria.
A Copel foi desmembrada em julho de 2001 em atendimento ao processo de restruturação iniciado em 1999, para atender a regulamentação do setor elétrico federal. A empresa foi subdividida em cinco subsidiárias: Copel Geração S/A, Copel Distribuição S/A, Copel Telecomunicações S/A, Copel Participações S/A e Copel Transmissão S/A. Desde 1999, essas subsidiárias já vinham atuando de forma independente como Unidades de Negócios.
Para Pimentel, se o processo de desverticalização da Copel levou mais de dois anos para ser feito, ''não é possível agora percorrer o caminho inverso em poucos dias'', comparou.
Por outro lado, a empresa não informou quando pretende questionar na Justiça as parcerias que a Copel firmou na gestão anterior, que foram consideradas prejudiciais à empresa pela atual diretoria. Conforme a assessoria da empresa, o assunto ainda está sendo estudado. As parcerias consideradas mais prejudiciais à empresa foram as firmadas com as empresas Tradener (que comercializa energia da Copel) e com a empresa argentina Ciên (que vende energia para a Copel).
A implantação do programa social de energia elétrica gratuita para famílias de baixa renda será de responsabilidade da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social, cujo secretário é o Padre Roque Zimmermann. Os recursos que irão custear a isenção de tarifas para famílias de baixa renda virão do orçamento do Estado e estão estimados em R$ 4 milhões, que deverão ser repassados à Copel.

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