A Copel será beneficiada com incentivos fiscais da ordem de R$ 25 milhões, no período de 5 anos, dedutíveis do Imposto de Renda pagos pela empresa, em função de investimentos de R$ 175 milhões que fará em pesquisa e desenvolvimento industrial. Para obter esse benefício, a Copel se enquadrou no Programa de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI) do Ministério da Ciência e Tecnologia com a apresentação do terceiro maior projeto da área de ciência e tecnologia do País. Com os benefícios, o programa da Copel receberá uma injeção de R$ 200 milhões.
O acordo sobre o benefício fiscal foi assinado ontem pelo ministro da Ciência e Tecnologia, José Israel Vargas, no palácio Iguaçu, pelo governador Jaime Lerner e pelo presidente em exercício da Copel, Miguel Shurnemann. Na mesma solenidade, o ministro assinou outro acordo do ministério, através da Finep - Financiadora de projetos - para consolidação do pólo eletroeletrônico do Sudoeste. Conforme o acordo, o Centro Tecnológico Industrial do Sudoeste do Estado (Cetis), em Pato Branco vai receber R$ 4,5 milhões que serão investidos na infra-estrutura para instalação das indústrias no condomínio que está sendo formado.
Várias empresas estão se instalando no local, que oferecerá infra-estrutura completa para a produção de equipamento eletroeletrônico de ponta, devendo gerar 300 empregos diretos e registrar um faturamento anual superior a R$ 20 milhões anuais. A inauguração do pólo está prevista para julho.
Para o ministro Israel Vargas, o Paraná é um dos estados que mais investem em tecnologia, perdendo somente para São Paulo e Minas Gerais. Segundo ele, com a lei federal 8661/93, o crescimento nos investimentos em ciência e tecnologia em todo o País foi de 300%, passando a exportar US$ 500 milhões em produtos tecnológicos e importar US$ 1 bilhão.Kraw PenasLerner, ao lado da maquete do pólo eletroeletrônico do SudoesteVânia Casado

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