Depois de ter adquirido 45% das ações da Sercomtel e ter se unido em consórcio para comprar parte das ações da Sanepar, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) praticamente encerra a sua fase de aquisição de novas empresas. A decisão foi tomada apesar dos planos do governo estadual e da própria companhia de energia. O que fez a Copel recuar foi a política do governo federal, que restringiu a participação de estatais no programa de privatização. A mudança coloca um ponto final na proposta de investimentos fora do setor de energia elétrica.
O próximo passo que a Copel se preparava para dar era entrar na disputa pela Gerasul - empresa formada a partir da cisão da Eletrosul e que será privatizada em 1º de setembro. ‘‘Queríamos participar da privatização das empresas de geração de energia, pois isso aumentaria os ativos da Copel, mas ficou impossível’’, afirmou ontem o presidente da empresa, Ingo Hubert. Havia até mesmo um interesse da Copel em entrar na concorrência pelas empresas ‘‘espelho’’ da telefonia fixa (concorrentes das Teles que foram vendidas à iniciativa privada).
Ingo Hubert ressaltou que o Consórcio Nacional de Privatização impôs uma série de barreiras que impedem uma estatal de concorrer na compra de outra estatal. Um dos entraves, definidos há um mês pelo Conselho Monetário Nacional, foi o de proibir que empresas estatais possam contrair novas dívidas. ‘‘Contamos só com os recursos próprios e eles são suficientes somente para expansão’’, explicou Hubert.

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