Analistas estimam que o preço da Copel Companhia Paranaense de Energia terá um ágio de 60% a 70% no seu leilão programado para o próximo dia 31 de outubro na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, na maior privatização deste ano no País. O leilão da Copel vem atraindo grupos internacionais fortes, segundo confirmações de visitas realizadas ao seu dataroom, aberto em 16 de julho último. O preço mínimo da Copel é de R$ 4,324 bilhões (a empresa foi avaliada em R$ 10,5 bilhões, dos quais 45% correspondem à parcela do Estado).
Dez grupos estão consultando dados técnicos da Copel, de acordo com inscrições feitas junto ao dataroom. Entre as empresas inscritas estão as americanas Duke Energy, a AES e a NRG;a italiana Enel Power;a RWE, da Alemanha; a Tractbel da Bélgica; a EDP, de Portugal; a EDF, da França; a Endesa da Espanha; e a canadense Hydro Quebec.
Entre os grupos que fizeram consultas informais está o consórcio VBC, formado pelas empresas Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa, que é considerado como o único grupo nacional em condições de participar do leilão do dia 31 de outubro próximo. O ágio também está sendo considerado como ponto pacífico nesta privatização, devido a qualidade dos ativos ofertados, e que chegam a cerca de R$ 9 bilhões.
Novo interessado O grupo espanhol Endesa está interessado na aquisição da Copel, informou ontem o jornal Gaceta de Los Negocios. Segundo o diário, a maior empresa de eletricidade da Espanha reiteirou que crescer no Brasil faz parte de seu objetivo estratégico. Atualmente, a Endesa está presente em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro. A sua participação em geração supera 1% do mercado nacional.

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