Curitiba – O Conselho de Administração da Companhia Paranaense de Energia (Copel) decidiu por unanimidade dissolver a Companhia Nacional de Intervias (CNI), criada pela Copel numa parceria com a empresa de telefonia de Londrina, Sercomtel, para manter o provedor Onda. A decisão foi conhecida anteontem, com a divulgação da ata da reunião do Conselho de Administração da Copel realizada em 20 de dezembro do ano passado.
A CNI foi uma empresa criada com o objetivo de fomentar a nova tecnologia de transmissão de dados através da rede de fibra ótica e Internet. O fomento era dirigido para a geração de novos provedores, entre eles o Onda. Com a dissolução da empresa, a Copel informa que a estrutura continua funcionando, mas sem intermediários. Ou seja, a CNI era uma empresa intermediária criada para representar os interesses da Copel e Sercomtel no fomento de novas tecnologias.
A CNI foi criada com 49,99% das ações pertencentes à Copel e 49,99% das ações pertencente à Sercomtel. Outros 0,002% seriam de pequenos acionistas. Conforme consta na ata do Conselho de Administração, os ativos (principalmente as ações do provedor Onda) devem ser transferidos para a Copel e Sercomtel na exata proporção de sua participação no capital social da empresa que está sendo dissolvida.
Para o advogado do Fórum Popular Contra a Venda da Copel, Guilherme Amintas, a decisão de acabar com a CNI é uma tentativa de ‘‘consertar alguns caminhos traçados de maneira equivocada’’. Amintas se refere ao fato de que as empresas subsidiárias em que a Copel aparece como sócia, serem administradas e gerenciadas por ex-funcionários. ‘‘No caso da CNI, a empresa era administrada pelos acionistas que detinham a participação minoritária que eram ex-dirigentes do alto escalão da Copel e Sercomtel’’, disse o advogado.
A preocupação do ex-superintendente da Copel João Carlos Cascaes é saber como está o balanço da empresa que está sendo extinta, quanto foi investido no Anel de Fibra Óptica. Segundo Cascaes, a criação e a extinção de empresas subsidiárias da Copel ou de outra empresa pública deveria ser acompanhada pelos deputados naa Assembleia Legislativa, para que fosse dada uma satisfação à população. ‘‘É normal uma empresa não ir bem e se optar em acabar com ela. Mas esse ato tem um custo, por isso seria importante o monitoramento por parte da sociedade, através de seus representantes’’, disse. ‘‘O preocupante é que a Copel só emite comunicados com termos técnicos o que denota pouca seriedade com o assunto’’, acrescentou.

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