Curitiba – A Companhia Paranaense de Energia (Copel) constituiu um grupo de técnicos que vai analisar as mudanças propostas pelo governo federal para o setor energético. As 33 medidas propostas atingem o setor com tal profundidade, que a empresa ainda não conseguiu mensurar os impactos para os vários setores de atuação como geração, distribuição e comercialização, entre outros.
O problema é que o governo federal ainda não detalhou tecnicamente as mudanças, disse a assessoria da Copel. No primeiro pacote, divulgado no início de janeiro, o governo suspendeu o Mercado Atacadista de Energia (MAE), sinalizando que iria acabar com a concorrência que iria haver no setor a partir do ano que vem. Diante desse quadro, o governo do Paraná concluiu que não era mais interessante vender a Copel e suspendeu o processo de licitação.
Na semana passada, em mais uma etapa das mudanças dos setor energético, o governo federal propôs a instalação de leilões públicos para compra de energia das empresas estatais, a chamada ‘‘energia velha’’. Com isso, as estatais de energia ficaram mais atrativas aos olhos dos investidores porque passam a ter um mercado secundário de venda de energia garantido.
As mudanças ainda não foram concluídas e o grupo de técnicos da Copel vai analisar detalhamente todos os impactos que elas vão provocar no mercado energético do País.

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