Copel foi salva da falência, diz presidente da estatal
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terça-feira, 28 de junho de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Rubens Ghilardi, disse ontem que a estatal estava fadada ao fracasso financeiro até outubro de 2003 se fossem mantidos todos os contratos e as parcerias firmadas durante a administração do ex-presidente Ingo Hubert. ''Sabíamos que a empresa não passaria de outubro de 2003. Renegociamos os contratos e conseguimos manter a Copel economicamente estável. A Copel foi salva da insolvência pela pronta intervenção do governo do Estado'', disse Ghilardi, na reunião semanal do secretariado.
Se não fossem feitas as renegociações, de acordo com Ghilardi, a companhia teria encerrado o ano com prejuízo de R$ 475 milhões. Com a renegociação de três contratos que impunham a compra desnecessária de energia pela Copel, a empresa fechou com lucro de R$ 171 milhões em dezembro de 2003. Os contratos renegociados foram: Cien (que determinava a compra de energia da Argentina) e Itiquira (que impunha a compra de energia da usina do Mato Grosso). Os dois contratos dariam prejuízo de R$ 2,18 bilhões ao Paraná. A Usina Energética de Gás (UEG Araucária) também traria prejuízos significativos para a Copel, que seria obrigada a comprar energia da usina controlada pela norte-americana El Paso. Os pagamentos foram suspensos judicialmente, apesar de não ter havido uma negociação.
''Hoje estamos equilibrando a Copel, repondo estoques e contratando 980 funcionários aprovados em concurso público'', pontuou ele. A estatal chegou ao ponto de ficar sem estoque de materiais como alicates e chaves de fenda sem proteção, além de fios e postes em quantidade insuficiente. ''Tudo o que representava custo para a empresa no período pré-privatização foi cortado. Inclusive funcionários'', observou ele.
Ghilardi comentou ainda sobre os reajustes que ocorrerão na tarifa de energia nos próximos dias. O desconto acabará e será incorporado na tarifa (aumento de 8% concedido no ano passado pela Aneel). Já o valor de 7,8% de reajuste, autorizado a partir do dia 24 de junho, deverá ser o valor referencial de um novo desconto. As faturas enviadas esta semana já estão com acréscimo obrigatório de 5% em contribuições federais.


