Copel faz aniversário hoje com expansão para além dos limites do Estado
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Redação FolhaWeb com AENoticía 
A Copel completa, nesta quarta-feira (26), 57 anos, com obras executadas fora do Paraná, pela primeira vez em sua história. Entre os empreendimentos e projetos em andamento estão a Usina Hidrelétrica de Colíder, em Mato Grosso, de 300 MW, quatro parques eólicos no Rio Grande do Norte, com 94 MW de potência total, e duas obras de transmissão em São Paulo.
Neste ano, a Copel tornou público seu planejamento estratégico de longo prazo, informando à sociedade e ao mercado investidor quanto e em quais atividades pretende se expandir, considerando um horizonte de quatro anos. Foi a pela primeira vez desde abril de 1994 quando se tornou uma companhia de capital aberto com ações negociadas em bolsa.
EXPANSÃO Está nos planos da Copel expandir, nos próximos quatro anos, em até 44% sua atual capacidade instalada para geração de eletricidade, que é de 5.158 MW (megawatts), incluindo a potência proporcional de empreendimentos onde a estatal tem participação. Para isso, a companhia conta com a Usina de Mauá, construída no Rio Tibagi em parceria com a Eletrosul e com previsão de inauguração no ano que vem. O empreendimento acrescentará 361 MW ao parque gerador da Copel.
Também no Paraná, a empresa quer concluir os estudos para iniciar a construção Usina Baixo Iguaçu (350 MW) e reunir as condições necessárias para iniciar a implantação da Usina de São Jerônimo, no Rio Tibagi (331 MW).
Até o final do ano que vem, a Copel pretende iniciar as obras de duas PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) no Estado: a de Cavernoso 2, com 19 MW de potência, localizada no município de Virmond, e a de Dois Saltos, com potência projetada de 25 MW. Neste mesmo prazo a Copel prevê concluir ainda os estudos de viabilidade de diversas PCHs no Rio Chopim, cuja potência conjunta somará até 120 MW.
Ainda no próximo ano, a Copel também pretende participar de leilões de energia renováveis que podem acrescentar até 500 MW de capacidade ao seu parque instalado. A pretensão da Companhia é que as fontes alternativas de produção de energia representem 22% de sua matriz energética em 2015.
Já para a atividade de transmissão, até o final do ano a Companhia terá investido até R$ 500 milhões na manutenção, reforço e modernização do seu sistema. Em quatro anos, a meta é aumentar seu sistema próprio em 1 mil km de linhas próprias (hoje são dois mil km) e ampliar a capacidade de transformação das subestações em até 4 mil MVA (megavolts-ampères), ampliando em 62% suas receitas na atividade.
SERVIÇOS O parque próprio de geração da Copel é formado por 18 usinas próprias (17 hidrelétricas e uma termelétrica a carvão mineral), e participações em outras sete. O sistema de transmissão de energia elétrica em tensão superior a 138 mil volts é formado por quase 2 mil km de linhas e 31 subestações todas automatizadas e operadas à distância.
Os serviços da Copel chegam a 3,8 milhões de ligações, atendidas diretamente pela concessionária em 392 municípios paranaenses e mais Porto União, em Santa Catarina. Para abastecê-las, a Companhia construiu, mantém e opera um sistema de linhas e redes elétricas que totaliza 182 mil quilômetros de extensão, além de 352 subestações.
Na área de telecomunicações, a Copel opera uma malha de 19 mil quilômetros de cabos com núcleo de fibras ópticas que alcançam os 252 maiores municípios do Paraná e outros dois em Santa Catarina.
MARCA Motivo de orgulho para todos os paranaenses, a Copel figura entre as principais empresas do Brasil e é um dos mais conceituados referenciais de competência técnica e de qualidade no atendimento do setor elétrico nacional.
Este ano, a marca Copel foi a mais lembrada entre as paranaenses na Pesquisa Top of Mind, promovida pela Revista Amanhã e pelo Instituto Bonilha. Com 5,7% das citações, a companhia voltou à liderança após perdê-la, no ano passado, para a Sadia. A empresa venceu ainda outras duas categorias: empresa pública eficiente e empresa onde o paranaense mais gostaria de trabalhar.
A companhia também está entre as melhores empresas do setor no país. Neste ano, a Copel foi considerada a terceira melhor empresa do Brasil no setor de energia elétrica pelo guia As Melhores da Dinheiro - As 500 Melhores Empresas do Brasil, publicado anualmente pela revista Isto É Dinheiro.
HISTÓRIA Criada em 26 de outubro de 1954 por ato do governador Bento Munhoz da Rocha Netto, a Copel surgiu com a missão de solucionar o crônico problema de escassez de energia elétrica no Paraná, sério obstáculo não só aos projetos de desenvolvimento econômico e social, mas à própria integração territorial do Estado.
Nessa época, o Brasil se via impedido de crescer por falta de eletricidade. Foi quando a maior parte dos estados passou a constituir suas próprias empresas de energia elétrica e assim surgiu a Copel.
No início da década de 60, a recém criada empresa ainda buscava se estruturar. E dispor de um sistema elétrico que pudesse atender de forma adequada a todo o Paraná era apenas um plano ousado, imaginado por um técnico arrojado, de notável visão e de grande capacidade empreendedora chamado Pedro Viriato Parigot de Souza, engenheiro que por uma década presidiu a Copel e, ao falecer, em 1973, era o governador do Estado.
O patrimônio líquido da empresa, hoje, segundo o balanço encerrado em 30 de junho de 2011, atinge R$ 11,8 bilhões e o quadro de empregados alcança 9.400 pessoas.
Fora do âmbito do Estado, a Copel constrói a Usina Hidrelétrica Colíder, no Rio Teles Pires, em Mato Grosso. A hidrelétrica começará a operar comercialmente no final de 2014, acrescentando 300 MW às disponibilidades da empresa capacidade suficiente para atender a uma população de 850 mil habitantes.


