O presidente da Copel, Ingo Hubert, defendeu ontem a decisão do Conselho de Administração da empresa que, semana passada, concordou em pagar até 50% de uma dívida de R$ 195 milhões com a empreiteira C.R.Almeida. Hubert disse que não aceitar o acordo proposto pela construtora poderia representar um desembolso futuro de até R$ 500 milhões, com as multas e juros. O débito com a C.R.Almeida é fruto de uma ação movida pela empreiteira que se sentiu injustiçada na concorrência pública das obras da hidrelética de Segredo, há 12 anos.
O pagamento da dívida foi decidido depois que uma das cinco ações movidas pela empreiteira transitou em julgado e teve decisão favorável, no Superior Tribunal de Justiça, para a C.R.Almeida. ‘‘Dificilmente ganharíamos as outras quatro ações’’, justificou. Com o acordo a empreiteira desistiu das demais oito ações.
O acordo é alvo de críticas por parte de deputados que fazem oposição ao governo do Estado. O líder da bancada de oposição na Assembléia Legislativa, Irineu Colombo (PT), afirmou ontem que os advogados da Copel estão ‘‘fazendo corpo mole’’ para acompanhar as outras ações.
A Copel rebate as acusações. Hubert disse que, em 12 anos, a dívida com a C.R.Almeida aumentou de R$ 20 milhões para R$ 195 milhões e seria um erro deixá-la crescer ainda mais. O passivo judiciário da Copel é de R$ 400 milhões no total.(colaborou Rubens Burigo Neto)

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