Copel estuda proposta à Sercomtel
Copel estuda proposta à Sercomtel
Cláudia Lopes
A Copel (Companhia Paranaense de Energia) só deve fazer uma proposta financeira para a compra de 35% das ações da Sercomtel no início da próxima semana, segundo o secretário de governo da prefeitura de Londrina, Gino Azzolini Neto, que tem participado das negociações.
Azzolini não acredita que a estatal paranaense faça nenhuma proposta quanto ao preço das ações antes de equacionar todas as suas dúvidas em relação a Sercomtel. Ele conta que vários questionamentos sobre a telefônica de Londrina foram levantados pela Copel durante reunião realizada anteontem em Londrina, e que contou com a participação do presidente da empresa, Ingo Hubert. É uma negociação complexa. Estão sendo discutidos o avanço tecnológico da Sercomtel, sua estrutura organizacional, os ativos e passivos da empresa, entre outros pontos.
As negociações devem estender-se até amanhã, quando Azzolini e o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, voltam a se reunir com o presidente da Copel - só que agora em Curitiba.
Segundo ele, alguns técnicos da Copel continuam fazendo levantamentos na Sercomtel até amanhã. Azzolini diz que a avaliação do patrimônio feita pela Capitaltec não está sendo discutida nas reuniões. O presidente da Sercomtel não revelou o patrimônio da empresa. Pavan quer que a Copel faça a sua proposta.
A Folha tentou contatos, pelo telefone, com o presidente da Copel ontem à tarde mas não conseguiu. Sem falar sobre o assunto com a imprensa, Hubert mandou um recado pelo presidente do conselho administrativo da Copel, o ex-governador Ney Braga: A efetivação do negócio depende da Sercomtel e da prefeitura de Londrina.





