A Copel (Companhia Paranaense de Energia) vai realizar um estudo de demanda para saber se Londrina comporta um ramal do gasoduto boliviano, cujo projeto começa a ser executado em breve. O tronco principal deverá cruzar o interior de São Paulo até a capital paulista, de onde descerá até a região metropolitana de Curitiba.
O estudo será feito através da subsidiária da Copel, da Compagás (Companhia Paranaense de Gás), segundo informou ontem o presidente da estatal paranaense de energia, Ingo Hubbert, ao prefeito Antônio Belinati e ao vice, Alex Canziani.
Segundo Canziani, que é também presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), a Copel vai considerar a atual demanda de Londrina e as futuras potencialidades com a implantação do Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI), que prevê, inclusive, a criação de um novo parque industrial de aproximadamente 400 alqueires na região norte de Londrina. ‘‘O gasoduto seria um diferencial muito bom para a cidade em termos de ofertas de recursos para os empresários locais e para os industriais que possam vir se instalar na cidade’’, diz Canziani.
Se o ramal não puder vir da linha São Paulo-Curitiba, existe a possibilidade de se fazer uma extensão saindo do tronco principal, no interior paulista. O trecho, entre Marília e Assis, teria cerca de 100 quilômetros até Londrina. De acordo com a proposta, seria feito um convênio da Compagás com a Companhia Paulista de Gás (Comgás), que se responsabilizaria pela construção do ramal até a divisa dos dois Estados. De lá para cá a execução do projeto ficaria por conta da empresa parananense.
Desde quinfa-feira passada a Codel tenta viabilizar o gasoduto para Londrina. Acompanhado de representantes do Grupo Promotor de Desenvolvimento Regional de Londrina (GPDR), Alex Canziani se encontrou com o presidente da Compagás, Luiz Bruel. O presidente da Codel também esteve no Rio de Janeiro para uma audiência com diretores da Petrofértil, subsidiária da Petrobrás responsável pela execução do gasoduto Brasil-Bolívia.

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