Copel estréia com baixa na bolsa espanhola
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quarta-feira, 19 de junho de 2002
Vânia Casado<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A Companhia Paranaense de Energia (Copel) estreou ontem sua participação no Latibex, mercado vinculado à Bolsa de Valores de Madri, na Espanha, num dia de queda generalizada nas bolsas européias. Apesar disso, a diretoria da empresa avalia a estréia como positiva.
A Bolsa de Madri fechou com queda de 2,4% e o papel da Copel caiu 0,58%. Foi cotado na abertura a 5,16 euros o lote de mil ações e terminou o dia em 5,13 euros. Houve uma negociação de 8.245 certificados (lotes de mil ações), que movimentaram 42.479 euros (R$ 107,4 mil).
Para o diretor de Finanças e de Relações com os Investidores, Ricardo Portugal Alves, que estava em Madri, a estratégia faz parte da iniciativa de buscar maior exposição da empresa no mercado europeu.
O presidente da Copel, Ingo Hubert, também foi a Madri acompanhar o lançamento dos papéis. O pregão de estréia da Copel teve a participação do secretário de Estado da Economia e Energia do governo espanhol, José Folgado, e do presidente da Bolsa de Madri, Antonio Zoldo.
Para analistas de mercado, a estréia da Copel poderia ter sido adiada para um momento mais adequado. No cenário interno, a instabilidade do período pré-eleitoral e o crescimento de risco do Brasil fazem com que os investidores externos não se animem muito com a compra de papéis de empresas brasileiras, disse um analista. Além disso, o mercado brasileiro estava esperando uma queda na taxa de juros, que não aconteceu. O fato é que houve uma coincidência de reflexos negativos nas principais bolsas em todo o mundo.
O lançamento de papéis no Latibex faz parte da meta de internacionalização da Copel, que há oito anos abriu seu capital e passou a ter ações comercializadas em bolsa. A primeira participação foi na Bolsa de Valores de São Paulo, onde atua desde 1994. Em 1997, a Copel estreou na Bolsa de Valores de Nova York, responsável atualmente pela movimentação anual de 50 bilhões de ações, que corresponde a 18% do capital da empresa.
A tendência natural para a conclusão desse processo é a colocação das ações da empresa em pregões da Comunidade Européia, que é um dos principais centros financeiros mundiais, explicou Ricardo Portugal.


