Copel estima redução de 11,5% na tarifa de energia
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quarta-feira, 23 de março de 2016
Reportagem Local 
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anunciou ontem que enviou a documentação à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para definir a revisão tarifária, com estimativa de redução de 11,50% no valor médio cobrado hoje. A planilha deve passar por análise do Conselho de Consumidores da Copel e pela Aneel, mas o martelo será batido apenas em 24 de junho. Conforme a assessoria de imprensa da Copel, não havia porta-voz disponível ontem para explicar os motivos para a redução da tarifa neste ano.
Foram aprovados dois reajustes médios da Copel em 2015, um de 36,79% em março e outro de 15,32% em junho. No entanto, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) apontou que o custo com a energia elétrica chegou a dobrar para o setor entre o início de 2014 e o segundo semestre do ano passado. O Estado tem o quinto maior preço de energia elétrica industrial do País, com R$ 613,30 por megawatt-hora (MWh), segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A média nacional é de R$ 534,28 por MWh.
A alta tributação, que no Paraná totaliza 34,5% entre impostos federais e estaduais, é apontada por especialistas como causa da diferença. Segundo a Copel informou na época do estudo da Firjan, a empresa tem a tarifa mais barata entre as 20 maiores distribuidoras, descontados os impostos.
Além da possível deflação sobre o custo da tarifa a partir de julho, os consumidores deixarão de pagar em abril a tarifa por bandeiras tarifárias, instituída pela Aneel no ano passado para compensar o uso de usinas térmicas para geração de energia. Depois de um 2015 de seca que reduziu o nível de reservatórios em todo o País, as chuvas dos últimos meses permitiram que fossem desligadas as termelétricas, o que também terá impacto negativo no valor pago pelo fornecimento elétrico.
Desde que o sistema foi criado até janeiro de 2016, esteve em vigor a bandeira vermelha, que resulta em acréscimo de R$ 4,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Em fevereiro deste ano, a bandeira vermelha foi dividida em dois patamares e foi aplicado o patamar 1, que reduziu para R$ 3 a taxa adicional.
Em março, pela primeira vez começou a vigorar a bandeira amarela, que indica R$ 1,50 a mais para cada para cada 100 kWh. Para abril, a expectativa é de que a bandeira passe a ser verde, quando não há cobrança. Somente a alteração das bandeiras tarifárias de fevereiro a abril deve causar uma redução média de 6% no valor pago na conta de energia neste ano.


