Copel envia pedido de reajuste tarifário para a Aneel
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segunda-feira, 26 de maio de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) protocolou ontem na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os cálculos que subsidiarão a decisão da agência reguladora sobre o reajuste tarifário da estatal que entra em vigor em 24 de junho. No entanto, a Copel e a Aneel não divulgaram o percentual do pleito que foi encaminhado ontem.
A previsão que circula no mercado de energia é que o reajuste solicitado pela estatal paranaense tenha sido de 30%. No final de março, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, disse, em entrevista à Folha, que não esperava um reajuste menor que dois dígitos para este ano. O diretor da Enercons Consultoria em Energia, Ivo Pugnaloni, acredita que o pedido de reajuste da Copel para a agência reguladora tenha ficado na casa dos 30%. O valor do reajuste será uma decisão política, disse.
A Aneel informou ainda que a reunião para decidir o valor do reajuste da Copel deve acontecer provavelmente no dia 17 de junho.
Deve compor o aumento de 2014, o restante do reajuste de 2013 que o governo do Estado decidiu não aplicar. Depois que a estatal paranaense faz a solicitação, a agência reguladora analisa o pedido e autoriza qual será o percentual de aumento. Em seguida, o governo do Estado decide se vai aplicar ou não o percentual total autorizado pela Aneel a partir de 24 de junho.
No ano passado, a Aneel autorizou um reajuste médio de 14% para a Copel. Mas, em meio à onda de protestos que tomou conta do País em junho, o governador Beto Richa decidiu aplicar 9,55%, na média. Com isso, sobrou um saldo residual de reajuste de 4,27%.
De acordo com a Copel, quatro variáveis vão influenciar na definição do aumento deste ano como os custos operacionais da estatal já definidos em 1,5%; componentes financeiros; o diferimento de 4,27% que sobrou do reajuste do ano passado; e a parcela A, que é relativa à compra de energia no mercado livre.
Também deve pesar na conta a redução de 18% a 22% que o governo federal realizou nas tarifas de energia em janeiro de 2013.
No primeiro trimestre do ano, a Copel Distribuição registrou um prejuízo de R$ 14,6 milhões por sofrer com o alto custo da compra de energia. Já o balanço total da companhia, também no primeiro trimestre, apontou um lucro líquido de R$ 583 milhões contra R$ 398 milhões no mesmo período do ano passado, o que significa um crescimento de 46,3%.


