A Copel concluí no final deste mês o processo de divisão interna com vistas à privatização da empresa. A previsão é que todo o processo esteja pronto integralmente até a metade do próximo ano. De acordo com determinação da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica -, as estatais deste setor precisam necessariamente se dividir em empresas distintas dentro da área de energia: distribuição, transmissão e geração. A Copel decidiu avançar, montando estruturas distintas nas áreas de informática e telecomunicações.
A primeira subdivisão da empresa a ter vida própria será o setor de telecomunicações, que já está apto a ingressar no mercado e que virá a se tornar concorrente no setor de transmissão de dados em alta velocidade de empresas como a Embratel e a Telepar.
A Copel Telecomunicações será apresentada ao mercado durante a Telexpo 99 - Feira Internacional de Telecomunicações, na próxima semana, em São Paulo. De acordo com o gerente de comercialização da Copel Telecomunicações, Gian Carlo Brustolin, a companhia energética já dispunha de uma rede interna de telecomunicações para os postos de atendimento, muitas vezes localizados em locais de difícil acesso e nas usinas de geração, que precisavam de redes próprias.
Como as redes de fibra ótica estavam sub-aproveitadas, a diretoria da Copel determinou que o setor de telecomunicações fosse o primeiro a ganhar vida própria. A princípio, a Copel Telecomunicações é ainda uma unidade de negócios da Copel.
Atualmente cerca de 200 funcionários atuam na unidade de negócios de telecomunicações. Segundo Brustolin, ainda não é possível projetar o faturamento da nova empresa, uma vez que o balanço do patrimônio será concluído no final deste mês. Mas a constituição da Copel Telecomunicações como empresa deve acontecer num prazo de três a quatro meses. Na prática, a Copel Telecomunicações já conta com dois grandes clientes: a Global Telecom e a Impsat. ‘‘A vantagem para nós é que sem alterar quase nada de nossa estrutura, já estamos praticamente prontos para atender a demanda do mercado, sem deixar de atender a Copel’’, afirma o gerente.Arquivo FolhaIngo Hubert, presidente da CopelMarco Antônio Assef
Especial para a Folha

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