Curitiba - O presidente da Copel, Rubens Ghilardi, e o governador Roberto Requião, assinaram ontem, no Rio de Janeiro, os termos do acordo entre a Copel e a Petrobras para solucionar a pendência da conta de suprimento de gás que a empresa paranaense tem com a Petrobras. A dívida é referente ao suprimento de gás natural para a Usina Termelétrica de Araucária que foi inaugurada em 30 de setembro de 2002 mas nunca entrou em operação.
O montante da dívida corrigida é de R$ 750 milhões. O governo do Estado conseguiu reduzir este valor para R$ 150 milhões. O pagamento começa em janeiro de 2010 e será realizado em 60 parcelas. A correção aplicada será a taxa Selic, juros básicos da economia.
A pendência entre a Copel a a Petrobras começou nos contratos para o abastecimento da usina com gás natural boliviano que tinham a cláusula ''take or pay'' pela qual o volume de combustível contratado deveria ser pago mesmo que não fosse utilizado.
Depois que a usina passar para as mãos da Copel, a previsão é que entre em operação no final de 2008 ou início de 2009. A Copel conseguiu fazer que as parcelas da dívida com a Petrobras possam ser pagas com recursos gerados na própria usina, com receitas da venda da energia produzida.
El Paso - No dia 17 de fevereiro, a Copel assinou um protocolo de entendimentos com a El Paso para comprar os 60% de participação que esta empresa tem na termelétrica. O acordo definitivo entre as duas empresas deve ser assinado até 30 de abril deste ano. A Copel deve pagar US$ 190 milhões pela parte da El Paso.
A Petrobras firmou um Termo de Consentimento de Transferência de Quotas concordando com a compra, pela Copel, da parte da norte-americana El Paso no capital da UEG Araucária, empresa proprietária da usina termelétrica. A Petrobras pretende continuar com a participação de 20% na sociedade. A El Paso não se pronuncia sobre o assunto.
Vale lembrar que, em abril de 2003, a Copel rompeu o contrato de manutenção da UEG segundo o qual ela teria de pagar pela garantia de fornecimento e pelo gás usado em Araucária. A UEG, comandada pela El Paso, entrou com ação no tribunal arbitral da Câmara de Comércio de Paris. Com o acordo entre Copel e El Paso o processo em Paris está suspenso.

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