Copel é excluída de índice de sustentabilidade
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Andréa Lombardo<br> Equipe da FOLHA 
Curitiba - Copel está entre as seis empresas que tiveram seus ativos excluídos da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). O indicador é composto de ações emitidas por empresas que apresentam alto grau de comprometimento com sustentabilidade e responsabilidade social. Aracruz, CCR Rodovias, Iochpe-Maxion, Petrobras e WEG, também, ficaram de fora.
Segundo informações divulgadas, esta semana, pela BM&FBovespa, a nova carteira - que incluiu ativos da Celesc, Duratex, Odontoprev, TIM, Telemar e Unibanco - entra em vigor em 1º de dezembro.
A Copel informou, por meio da assessoria de imprensa, que só irá se manifestar sobre o assunto depois que receber o relatório da BM&FBovespa sobre os critérios que levaram a sua exclusão da carteira. A expectativa da companhia é ter esse retorno na primeira quinzena de dezembro.
O economista e professor da FAE Business School, Christian Luiz da Silva, observou que o ISE é um indicador importante para o investidor, pois sinaliza que a empresa passou por uma avaliação e adota práticas que permitem seu desenvolvimento a médio e longo prazo. No entanto, o índice não tem volatividade muito menor que o IBovespa, por exemplo, para servir como parâmetro, explicou ele. ''As ações da Copel têm volatividade menor que os dois índices (ISE e Ibovespa). Por isso, os investidores não dão tanta credibilidade ao ISE'', observou. Segundo o economista, o investidor da Copel busca informações mais minuciosas em relatórios de desempenho da empresa e tenta fazer sua própria avaliação.
Para Silva, em um primeiro momento, a exclusão da Copel da carteira do ISE pode ter um impacto mais por questões especulativas, já que está entrando uma nova informação no mercado. ''Pode, em um curto prazo, afetar o preço das ações, mas não de forma significativa'', avaliou. O impacto negativo, ponderou ele, pode ser maior em termos de imagem da Copel como empresa que não cumpre os critérios de inclusão no índice. ''Ou ela deixou de cumprir itens de sustentabilidade ou as outras empresas avançaram mais que ela (Copel). Essas são dúvidas que todo investidor vai ter, mas à medida que a Copel for subsidiando o mercado com informações, a tendência é da situação se ajustar'', complementou.


