Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Eletrosul Centrais Elétricas, empresa do grupo Eletrobrás, vão ser as responsáveis pelas construção, operação e manutenção das duas novas linhas de transmissão que vão ser construídas no Paraná. As linhas, que devem ficar prontas em pouco mais de dois anos, vão ligar Ivaiporã e Londrina (com 120 quilômetros de extensão) e Cascavel e Foz do Iguaçu (com 115 quilômetros de extensão). As concessões foram dadas às companhias em leilão realizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
A linha que vai ligar Ivaiporã e Lodrina vai ter potência 525 Kv, considerada de alta capacidade para os padrões brasileiros. Nesse consórcio, a Eletrobrás é majoritária com 44% e a Copel possui 5%. Outras duas construtoras fazem parte também: Control y Montajes Industriales (Cymi), da Espanha, com 31%, e a 31%; Santa Rita Comércio e Engenharia, do Brasil, com 20%. Já a linha entre Cascavel e Foz do Iguaçu vai ter potência 230 Kv, considerada de bom porte. A Copel detém 80% deste consórcio e a Eletrosul os outros 20%.
Segundo o diretor técnico da Eletrosul, Ronaldo Custódio, as obras podem começar logo depois da assinatura do contrato de concessão, que acontece em dezembro. Contudo, ele ressaltou que a construção pode começar mesmo só em meados do ano que vem por causa das licenças ambientais necessárias, que demandam estudos. As obras da linha que acaba em Londrina devem durar 18 meses e custarão cerca de R$ 100 milhões. A que acaba em Foz do Iguaçu deve levar 20 meses para ser construída e o custo estimado é de R$ 55 milhões.
A construção das linhas devem gerar cerca de 500 empregos diretos e vão passar por Apucarana, Ariranha do Ivaí, Califórnia, Cruzmaltina, Faxinal, Grandes Rios, Ivaiporã, Londrina, Manoel Ribas, Mauá da Serra e Marilância do Sul (linha Ivaiporã-Londrina) e Cascavel, Santa Teresa do Oeste,Céu Azul, Matelândia, Medianeira, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha do Itaipu e Foz do Iguaçu (linha Cascavel-Foz do Iguaçu). Segundo o diretor da Eletrosul, no futuro essa linha também vai servir de reforço à interligação dos sistemas elétricos entre o Sul e Sudeste.
De acordo com a Copel, ''as obras são essenciais para garantir a confiabilidade do suprimento às regiões Oeste e Norte do Paraná, reduzindo a probabilidade de colapsos ou restrições ao suprimento em situações de contingência. Elas também significarão um reforço à capacidade de atendimento ao mercado consumidor, permitindo que novos empreendimentos venham a ser ligados.

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