Copel é eleita melhor distribuidora do País
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quarta-feira, 10 de julho de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi eleita pela terceira vez em quatro anos, e pela segunda vez consecutiva, a melhor distribuidora de energia elétrica do País. A eleição foi feita pela Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), entidade que reúne as principais concessionárias de energia elétrica, responsáveis pelo atendimento de 80% do mercado consumidor de eletricidade no País.
A Copel recebeu ainda outros dois prêmios, de melhor gestão operacional e melhor gestão econômico-financeira. A escolha levou em conta a avaliação de indicadores como gestão técnica e operacional, gestão econômica e financeira e ações de responsabilidade social. Também foi avaliada a opinião dos clientes, ouvidos em pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi.
Além da Copel, a Cemig (MG) foi premiada como a melhor em qualidade de gestão, a CPFL (SP) melhor em responsabilidade social, a AES Sul (RS) melhor em avaliação pelo cliente e a Enersul (MT) maior evolução do desempenho.
A Enersul também foi escolhida como a melhor distribuidora das regiões Norte e Centro-Oeste, a Energipe (SE) a melhor do Nordeste, e a Cataguazes (MG) a melhor no Sudeste.
O ministro das Minas e Energia, Francisco Gomide, se disse ''suspeito para falar da Copel'', empresa na qual trabalhou durante muitos anos, mas afirmou que o prêmio é uma ''demonstração de que competência não tem nada a ver com a natureza do capital''.
O consultor em energia, Ivo Pugnaloni, reconheceu o valor e a eficiência que a Copel tem na distribuição de energia elétrica, mas destacou que as estatais de energia devem abandonar seus modelos de gestão fechados para dar espaço a administração pública. Ele citou como exemplo o caso da Celesc - Centrais Elétrica do Estado de Santa Catarina, que implantou um modelo de gestão pública na empresa.
Dos 13 membros do Conselho de Administração, o governo catarinense é acionista majoritário. Tem apenas seis conselheiros. Outros três membros são representantes dos acionistas minoritários, três dos consumidores e um dos funcionários. O mandato da diretoria não coincide com o do governador.


