Copel e Cesp não serão privatizadas este ano
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terça-feira, 26 de março de 2002
Agência Folha 
Brasília - A Copel (Companhia Paranaense de Energia) e a Cesp (Companhia Energética de São Paulo) não serão mais privatizadas neste ano. A informação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Guilherme Reis, que atribuiu a esse fato o motivo para a redução da previsão de ingresso de recursos advindos com a privatização neste ano. O governo brasileiro não espera mais privatizar empresas do setor elétrico neste ano, afirmou.
No Memorando Técnico de Entendimentos da segunda revisão do acordo do Brasil com o FMI, o governo brasileiro estima que serão arrecadados R$ 5,963 bilhões com privatização em 2002, contra os R$ 10,982 bilhões previstos anteriormente.
Segundo Reis, estão previstas para este ano a venda de quatro bancos que estão federalizados (nas mãos do governo federal), que são o Banco do Estado do Piauí, do Ceará, Maranhão e Santa Catarina, e a venda através de oferta pública de ações do Tesouro Nacional em empresas públicas, como foi a da Vale do Rio Doce.
O Tesouro pode vender a participação em outras empresas e tem intenção de vender, afirmou Reis, sem, no entanto, mencionar o nome das empresas estatais que podem ter suas ações vendidas por meio de ofertas públicas.
O governo brasileiro também elevou a previsão de reconhecimento de esqueletos (dívidas antigas) neste ano de R$ 10,892 bilhões para R$ 16,719 bilhões. Segundo o secretário, essa alteração é resultado de reavaliações permanentes e rotineiras.


