Curitiba - A Copel Geração apresentou ontem as condições para venda de energia no leilão que fará junto com a Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig) no próximo dia 20. A Copel deu prazo até amanhã para que os interessados em comprar energia façam o depósito das garantias preliminares junto ao Banco do Brasil.
A companhia paranaense vai vender 320 megawatts médios de ''energia velha'', como ficou conhecida a energia vinculada aos contratos iniciais de suprimento desde 1997. Por determinação na nova legislação do sistema elétrico, essa energia será liberada à razão de 25% ao ano até ser extinta em 2006.
A eletricidade será dividida em blocos de 0,5 megawatt médio cada, suficiente para atendimento do consumo de aproximdamente 2 mil residências de padrão médio. Para cada bloco, o interessado deve apresentar garantias no valor de R$ 18.250,00, conforme o edital publicado no dia 30 de julho.
Para o diretor da Copel Geração, Sergio Lamy, a antecipação do leilão de energia velha por parte da concorrente Tractebel, em um dia, não deverá interferir no resultado do leilão da Copel e da Cemig. As geradoras estaduais prorrogaram o leilão, que deveria ser realizado hoje, para o dia 20. A Tractebel antecipou-se às geradoras estaduais e marcou seu leilão para o dia 19.
Segundo Lamy, as geradoras estaduais decidiram pela prorrogação da data do leilão a pedido dos interessados na compra de energia, que pediram mais tempo para reunir a documentação necessária. A Copel está otimista com o resultado do negócio, em função da demanda já revelada desde a publicação do edital.
Lamy destacou que o processo de venda de energia da Copel e Cemig está ''bastante consistente e com tempo suficiente para os interessados se adequarem''. Já a Tractebel divulgou as condições em que vai realizar seu leilão ''num prazo muito curto, o que pode gerar ainda algumas dúvidas nos interessados''.
As empresas não divulgaram o preço mínimo para venda de energia em função de estratégia de mercado. Para os analistas, os leilões podem ser um bom termômetro da economia real. Se as empresas tiverem capital e demonstrarem otimismo quanto aos investimentos programados para o ano que vem, certamente os leilões serão disputados. Por outro lado, se estiverem descapitalizadas e pessimistas em relação ao futuro próximo, certamente não vão antecipar um recurso para compra de uma energia que nem sabem se vão utilizar.

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