A Companhia Paranaense de Energia (Copel) disse hoje (22) ter seguido "a mais pontual e transparente atuação" no trâmite para aprovação de programas e ações a serem implantadas em decorrência da construção da Usina Colíder, no Rio Teles Pires, em Mato Grosso. No entanto, afirmou, em nota enviada à imprensa, que está disposta a reabrir o diálogo para discutir o Plano Básico Ambiental (PBA).

Por atuação do Ministério Público de Mato Grosso e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), as obras foram embargadas e a Copel multada em R$ 1,2 milhão. Em inspeção, as duas entidades disseram ter observado, entre as irregularidades, a ausência de comprovação de acordos com os proprietários das áreas que serão alagadas e a contratação de profissionais sem Anotação de Responsabilidade Técnica. A empresa também não teria acatado decisão judicial que suspendeu as obras, em agosto, por ausência de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS).

No entanto, a Copel garantiu que apresentou ao órgão ambiental todos os esclarecimentos e informações solicitados. "Razão pela qual entende que o restabelecimento da licença se dará no menor prazo possível", disse.

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