Copel deverá ser privatizada até 2001
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segunda-feira, 29 de maio de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
A previsão do Governo do Paraná é que a venda da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) seja concluída em 2001, com a transferência do controle acionário da empresa para a iniciativa privada. Isso é o que estima o Secretário de Estado do Planejamento, Miguel Salomão. Ontem de manhã Salomão participou de um seminário sobre a utilização de gás natural no Estado, organizado pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP). Disse que considera pouco saudável o poder público fazer a regulação de setores produtivos onde existam empresas públicas concorrendo com a iniciativa privada.
O modelo de agência reguladora multisetorial do Paraná deve estar pronto em agosto, depois disso ela segue para ser votada na Assembléia Legislativa antes da criação propriamente dita da agência, disse. Como o processo de privatização da Copel é trabalhoso não deve ficar pronto antes do ano que vem, enquanto o órgão regulador estadual pode ser aprovado ainda em 2000.
Salomão falou sobre a privatização Copel para responder a uma pergunta sobre a possibilidade de venda da Companhia Paranaense de Gás (Compagas). É incompatível o Estado atuar como agente produtor e regulador do mercado ao mesmo tempo, nenhum investidor privado pode se sentir seguro em um quadro como este. A Compagas é uma empresa mista, vinculada à Copel, que pode ser privatizada junto com a empresa estadual de energia elétrica.
Como o gás natural é um importante insumo para o desenvolvimento econômico do Estado, creio que se o governador Jaime Lerner concluir que a privatização prejudicaria o processo de transformação econômica do Estado, ele não vai transferi-la para a iniciativa privada, disse.
Uma consultoria internacional está fazendo a modelagem técnica da agência reguladora estadual e tem até o mês de agosto para apresentar o relatório final. A consultoria custou U$ 500 mil e está sendo paga pelo Governo Federal. Pretendemos fazer uma agência que atenda a todas as exigências da União, para que os serviços de regulamentação e fiscalização dos serviços possam ser outorgados ao Estado sem problemas, afirmou.
Ele lembrou que esse ano não é um bom momento para a venda da Copel. Tivemos esse momento em 1998, mas não foi possível vender naquele ano. Como a agência que está sendo montada pelo Estado é multissetorial, abrangendo energia elétrica, gás natural, água e saneamento, rodovias, é possível prever o mesmo prazo de privatização da Copel para a Sanepar.


