Copel deve reduzir tarifa para consumidor
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A tarifa de energia elétrica deve ficar mais barata para o consumidor residencial a partir do final de junho. Em entrevista exclusiva à FOLHA, o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Rubens Ghilardi, disse que as contas de luz residenciais ''devem ter nova redução'' neste ano. O índice deve ser anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 24 de junho. Para os consumidores industriais deve haver um acréscimo na tarifa que, segundo ele, ''não deve ser substancial''.
No ano passado, a Copel reduziu em 12% a tarifa para os clientes residenciais e elevou entre 4% e 5% os valores cobrados para o segmento industrial. Esta política de reduções vem ocorrendo desde o mandato do governador Roberto Requião que iniciou em 2003.
Na última terça-feira, a Copel divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2007 que apontou um aumento no lucro líquido de 65,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A estatal fechou os três primeiros meses do ano com um lucro líquido de R$ 283 milhões. Deste valor, 25% devem ser distribuídos em forma de dividendos aos acionistas, 5% vão formar uma reserva legal e o restante deverá constituir uma reserva de retenção para investimentos na própria empresa.
Ghilardi atribuiu este bom resultado a três fatores principais: o crescimento no consumo de energia, o fim do contrato com a comercializadora de energia CIEN, e a redução de custos praticada na companhia. Ele ressaltou que o consumo de energia elétrica faturado pela Copel cresceu 4,3% no primeiro trimestre de 2007.
A companhia paranaense tinha um contrato de compra de energia com a CIEN, que faz parte do grupo Endesa, até o final de 2015. O acordo foi rescindido. Com isso, a CIEN vai fornecer energia só até dezembro de 2007. ''Devíamos R$ 100,9 milhões para a CIEN até 2015. Com o cancelamento do contrato, foram revertidos R$ 60,4 milhões para o lucro líquido'', explicou.
O contrato com a CIEN foi firmado em 2000 e o fornecimento de energia começou em 2002 com um acordo de 800 megawatts médios. Em 2003, a Copel verificou que o contrato era inviável porque a companhia precisava só de 400 megawatts médios. Então foi reduzida a quantidade de energia contratada. Desde janeiro deste ano, a Copel compra apenas 175 megawatts médios da CIEN, energia que vem da Argentina.
Ghilardi explicou que, quando a Copel contratou a CIEN, tinha como objetivo vender a energia no mercado Spot (mercado livre). Em 2000, o megawatt/hora estava valorizado e era cotado a R$ 680 porque a demanda de energia era maior que a oferta. Hoje, o megawatt/hora está em R$ 114.
Atualmente, a Copel produz 1.960 megawatts médios, recebe 160 megawatts médios do mercado pool (energia comprada em um pool nacional de geradoras), e compra o restante (30% da energia utilizada pela Copel Distribuidora) da Usina de Itaipu.


