Copel deve investir R$ 6,9 bilhões até 2016
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A Companhia Paranaense de Energia (Copel) apresentou ontem o Plano de Crescimento Estratégico da estatal entre os anos de 2007 e 2016. A previsão é fazer com que a empresa se transforme numa referência internacional no setor elétrico, com excelência operacional que garanta a renovação da concessão federal em 2015. Outro objetivo é o de aumentar a rentabilidade da estatal através de investimentos em geração (novas fontes hidráulicas), distribuição (novos ativos), transmissão (participação de leilões) e telecomunicações. Estão previstos investimentos de R$ 6,9 bilhões com crescimento de geração de energia de 2.121 megawatts.
Atualmente, 62% do potencial hidráulico do Estado já estaria sendo explorado. O potencial hidráulico é o que mais interessa à Copel, segundo o presidente Rubens Ghilardi, por ser uma energia mais barata, limpa, renovável e segura. Uma das hidrelétricas prevista para ser construída no Paraná é a Usina Hidrelétrica Mauá, que deverá atender Londrina e região.
A idéia é investir R$ 950 milhões na usina. As obras tinham previsão de iniciar em novembro deste ano, com término em setembro de 2011, porém uma liminar concedida ao Ministério Público Federal embargou o licenciamento ambiental da obra. Somente em royalties, o governo do Estado e os municípios lindeiros receberão R$ 6,5 milhão por ano. Em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a Copel já representa a segunda maior fonte arrecadadora do Paraná com R$ 1,4 bilhão (dados de 2006).
A Copel apresenta um crescimento médio anual de 6% e pretende manter os resultados positivos. Em 2002, a estatal teve um prejuízo de R$ 320 milhões e atingiu em 2006 um resultado positivo de R$ 1,2 bilhão. Até junho de 2007, o resultado positivo soma R$ 525 milhões. O endividamento da estatal também caiu de 47% em 2002 para 27% em 2007.


