A Copel avalia disputar a concessão das hidrelétricas São Roque (147 MW) e Cachoeira-Caldeirão (219 MW), além das usinas no rio Teles Pires São Manoel (700 MW) e Sinop (400 MW) no próximo leilão de energia A-5, previsto para 20 de dezembro, disse o presidente Lindolfo Zimmer nesta sexta-feira.

A companhia também avalia participar do próximo leilão de transmissão, marcado para 16 de dezembro, na disputa pelos lotes A,E,F e G, localizados no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

"Estamos estudando quatro lotes que têm um investimento aproximado de 900 milhões de reais", disse Zimmer em teleconferência para analistas.

O executivo reafirmou que a empresa continua também avaliando parcerias para o leilão de energia nova A-5 no segmento de energia eólica.

O presidente tinha afirmado à Reuters, em outubro, que a empresa tinha cadastrado, em parceira, 250 MW em projetos eólicos para o certame, mesma ocasião em que também demonstrou interesse nas hidrelétricas do rio Teles Pires.

Investimentos

A Copel deve investir cerca de 2 bilhões de reais em 2012, conforme estimativas preliminares do diretor de Finanças da companhia, Ricardo Portugal Alves.

"Devemos fechar um programa em torno de 2 bilhões ou 2,1 bilhões, sem contar eventuais aquisições e participações em novos empreendimentos", disse ao ressaltar que os valores ainda não foram totalmente fechados.

A companhia espera terminar o ano de 2011 com cerca de 1,65 bilhão de reais em investimentos realizados, ante a previsão inicial de 2,06 bilhões.

O diretor afirmou ainda que a companhia está buscando financiamentos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no total de cerca de 1,6 bilhão de reais para várias obras, o que elevará a dívida da companhia dos atuais cerca de 2 bilhões de reais.

Esses financiamentos são para hidrelétrica Colíder, a linha de transmissão Araraquara-Taubaté II, subestação Cerquilho e outras linhas de transmissão no Paraná.

"Acho que esses projetos todos serão aprovados até meados do ano que vem", disse o executivo ao mencionar que todos os documentos solicitados já foram entregues ao BNDES.

De acordo com o balanço da Copel, até setembro o endividamento sobre o patrimônio líquido é de 18 por cento, considerado baixo pelo mercado.

"Temos uma janela aberta para emissão de debêntures no mercado doméstico", acrescentou ao lembrar que a decisão sobre emissões dependerá dos resultados dos leilões, possíveis aquisições e desenvolvimento de novos projetos, os quais a Copel vem analisando.

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