Copel convoca assesembléia para homologar desconto
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quarta-feira, 14 de julho de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está convocando assembléia de acionistas para o próximo dia 29, onde deverá ser homologado o desconto de 12,5% para os consumidores que pagarem a fatura da energia elétrica em dia e o desconto de 2,2% para os consumidores inadimplentes. A expectativa do mercado é que os descontos sejam homologados sem problemas porque o governo do Estado, que é o acionista majoritário da estatal, é o autor da iniciativa.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um reajuste médio de 14,43% na tarifa de energia elétrica do Paraná, que passou a vigorar dia 24 de junho. Mas o governo do Paraná decidiu manter desconto para os consumidores que pagarem em dia como forma de manter a inadimplência em níveis baixos e também para estimular a economia. A decisão, no entanto, precisa passar pelo crivo dos acionistas da empresa.
Com o desconto, o reajuste médio no preço da energia para todos os consumidores será de 9%, abaixo do índice autorizado pela Aneel. Mas o índice varia conforme o perfil do consumidor. A Aneel autorizou um reajuste de 21,09% para os consumidores de alta tensão, com consumo superior a 2,3 mil volts. Estão enquadrados nessa faixa de consumo grandes indústrias, estabelecimentos comerciais como shoppings centers e hipermercados e também residências (mansões), cuja demanda de energia elétrica em função dos equipamentos é alta.
Já os consumidores de baixa tensão, que são a maioria das residências e propriedades rurais poderiam ter aumentos de até 10,39%, autorizados pela Aneel. Mas com os descontos, esse índice cai para 8,5%. A diferença das tarifas deve-se à política de redução dos subsídios cruzados entre as categorias de consumidores. Essa política foi instituída pelo atual governo federal, que quer encurtar a diferença de tarifas entre os consumidores.
Como os grandes consumidores sempre sofriam índices menores de reajustes a título de reduzir os custos das empresas, os consumidores residenciais é que vinham pagando a conta, suportando índices maiores de reajustes ao longo dos últimos anos. Com o Decreto 4.667/2003, do governo federal, essa distância tende a diminuir daqui para frente.
A Copel justificou que tem condições de manter o desconto em razão do pleito junto ao Ministério das Minas e Energia de prorrogar os contratos iniciais entre a Copel Geração e a Copel Distribuição. Com isso, os consumidores do Paraná têm acesso à energia mais barata gerada nas usinas do Estado.


