A Companhia Paranaense de Energia (Copel) contestou o valor potencial de uma punição que pode ser aplicada a ela pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" no domingo revelou que a empresa apresentou um pedido de perdão para a agência, solicitando que a conclusão das obras da hidrelétrica de Colíder, em construção no Mato Grosso, seja adiada em 644 dias. A área técnica da agência, no entanto, só reconheceu 214 dias de atraso, ou seja, a empresa foi considerada responsável pelos demais 430 dias de adiamento.
O potencial estimado de custos para cumprir os compromissos financeiros assumidos pela empresa foi estimado em até R$ 720 milhões pela reportagem, levando-se em conta os 430 dias de atraso, o preço teto do mercado livre de energia (R$ 388,48 o megawatt-hora) e a energia firme de Colíder, de 179,6 megawatts médios. A Copel alegou, no entanto, que os compromissos assumidos pela empresa com as distribuidoras do mercado regulado de energia chegou a 125 megawatts médios. A partir desse valor, o potencial da punição poderia chegar a R$ 501 milhões.
Por meio de nota, a Copel voltou a dizer que "aguarda decisão da diretoria colegiada da Aneel a respeito do pedido de excludente de responsabilidade no atraso das obras da Usina Hidrelétrica Colíder", informação já publicada pelo jornal.

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