A Copel vai investir R$ 50 milhões em quatro novas subestações que facilitarão e melhorarão a distribuição de energia elétrica na região Norte do Estado. A primeira delas deve ser inaugurada no próximo mês, em Apucarana. Em Rolândia, as obras começam em breve e, em Londrina, as duas subestações projetadas (Jardim Bandeirantes e Vale do Reno) terão seus editais de licitação publicados no final deste ano. Segundo Roberley Savariego, superintendente da região Norte, esse tipo de construção demora entre 10 e 12 meses. Essa informação foi repassada, ontem, pelo presidente da Companhia Paulo Pimentel durante o III Seminário Copel Esclarece dirigido a grandes consumidores (indústria e comércio).
Mais de 200 pessoas participaram do evento que discutiu também o novo modelo energético brasileiro. Na opinião de Pimentel, ele é contrário aos interesses econômicos da população porque aumenta o custo com impostos e, consequentemente, a tarifa de energia elétrica. Antes dele entrar em vigor em março passado, a Copel Geradora vendia a energia à Copel Distribuidora incluindo os devidos impostos que comercializava o produto diretamente com o consumidor final. O atual modelo institui um pool (entidade pública) como intermediário entre as geradoras e as distribuidoras, dobrando assim o encargo fiscal. ''Pedimos à Justiça 15 anos para manter a negociação anterior, mas conseguimos apenas um'', disse Pimentel ao lembrar que o Supremo Tribunal Federal ainda avalia a constitucionalidade da Medida Provisória que criou a lei do novo modelo energético. Caso a decisão seja contrária ao governo, ''as mudanças começarão do zero''.
Em resposta à principal dúvida dos empresários, o presidente da Copel garantiu que não faltará energia nos próximos cinco anos mesmo com crescimento industrial de 7% na região Norte provavelmente o maior do Estado. ''A cada mês, sobram 400 megawatts de energia que são comercializados a R$ 10,00 a unidade. Essa quantidade é o suficiente para abastecer duas cidades do porte de Londrina'', acrescentou.
Atualmente, a empresa produz 4.550 megawatts/mês para uma demanda que aumenta entre 3% e 4% ao ano. Sozinha, ela responde por 7% da produção nacional. Duas hidrelétricas (Santa Clara e Fundão) estão em construção no Estado, mais especificamente no rio Jordão, região de Guarapuava, cada uma com capacidade de 120 megawatts de potência. A previsão é que uma delas entre em funcionamento em agosto de 2005 e a outra daí a um ano.
Quanto ao custo da tarifa de energia elétrica, Pimentel disse que não é possível uma redução sem a determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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