Copel cobra 4,1% mais do que a Cia. Santa Cruz
A diferença tarifária básica na classe residencial excluindo os clientes de baixa renda entre a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e a Companhia de Força e Luz Santa Cruz é de 4,1%. A Copel cobra R$ 0,19781 pelo kilowatt/hora (KWh), enquanto a energia fornecida pela Santa Cruz a três municípios paranaenses custa R$ 0,18986. Nos valores do KWH não estão incluídos o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De acordo com a assessoria de imprensa da Copel, no valor do KWh praticado pela estatal já está incluído o reajuste de 17,31%, anunciado no dia 21 de junho.
A Santa Cruz fornece energia para os municípios paranaenses de Jacarezinho e Ribeirão Claro que foram incluídos no racionamento pela Câmara de gestão da Crise de Energia (GCE). O município de Barra do Jacaré, abastecido também pela Santa Cruz e que chegou a ser incluído no esquema de racionamento do governo federal, ainda tem a situação indefinida junto à GCE. A Copel abastece os demais municípios do Estado, exceto estes do Norte Pioneiro e também Campo Largo, Guarapuava e Coronel Vivida.
Segundo a Copel, essa variação se deve à diferença na data de aniversário de vencimento dos contratos de concessão das empresas com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O aniversário do contrato da Copel foi em junho e, por isso, houve autorização para o reajuste. Já o contrato da Santa Cruz, segundo o gerente administrativo Fábio Gomes Garcia, vence em fevereiro e a companhia também poderá ser autorizada a rejustar seus preços.
A fórmula para o cálculo da tarifa obedece a uma série de variáveis como custos não gerenciais (estabelecidos pela Aneel), verbas intra-setoriais (que serve para custear outras formas de geração de energia), encargos de transmissão da energia e outras. O índice geral de preços ao consumidor que foi extinto como indexador após a criação do Plano Real também entra na composição do custo do KWh.
A assessoria de imprensa da Copel informou ainda que vende cerca de 4 mil Megawatts/horas por ano à Santa Cruz. Essa energia é consumida pelos 2.700 habitantes e empresas do município. A explicação sobre como a companhia paulista consegue fornecer a mesma energia mais barata do que a companhia paranaense, segundo à Copel, está nas diferenças nas planilhas de custos. A planilha da Copel também espelha os seus investimentos, admite o assessor. As companhias não revelam suas margens de lucro.
Consumo O gerente administrativo da Companhia de Luz e Força Santa Cruz, Fábio Gomes Garcia, informou que, em uma medição preliminar na primeira semana de junho, os consumidores da área total de concessão da empresa atingiram uma economia de 19,4% no consumo de energia elétrica. Ele lembrou que os consumidores que extrapolarem a meta estabelecida pela companhia serão alertados e só depois, caso haja reincidência, poderão sofrer sanções como multa e corte do fornecimento.





