A Diretoria de Finanças, Relações com Investidores e de Controle de Participações da Copel divulgou um comunicado no início da noite de quarta-feira a respeito da possibilidade de a estatal tornar-se sócia da empresa taiwanesa Foxconn, que pretende expandir seus negócios no Brasil.
A possível parceria entre as duas organizações foi divulgada com exclusividade pela FOLHA na terça-feira. A informação havia sido repassada pelo secretário Estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros.
Na nota de ontem, que teve por objetivo ''esclarecer o mercado'', a Copel informou que apenas foi procurada para ''avaliar possíveis investimentos na área de energia, com o intuito de viabilizar a atração da Foxconn para o Estado do Paraná''. O diretor Ricardo Portugal Alves concluiu a nota reforçando que a ''Copel reitera seu compromisso de manter o foco dos negócios em seu 'core business'''. O comunicado repercutiu imediatamente entre as corretoras.
A Foxconn pretende implantar fábricas de telas sensíveis ao toque no País e estuda propostas de vários Estados, como por exemplo Minas Gerais e São Paulo. A Agência Terra Roxa coordena um movimento, em parceria com as prefeituras municipais da região e o governo estadual, para que a instalação de uma das duas unidades que a multinacional pretende construir seja entre Londrina e Maringá.
No início da semana, circulou na imprensa a notícia de que o presidente da Foxconn, Terry Gou, teria decidido por Maringá. No entanto, a própria empresa e o Governo trataram de negar a informação. Segundo o secretário estadual de Indústria e Comércio esta decisão deve ser conhecido dentro de 30 dias.
A indústria taiwanesa estima investir US$ 12 bilhões no Brasil. Mas parte desse valor terá de sair de sócios nacionais. O BNDES deve ser um deles, mas a empresa também vai precisar de parceiros regionais.

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