Copel aprova a prorrogação do horário de verão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de fevereiro de 1998
Lorena Aubrift Klenk 
A prorrogação do horário de verão não comprometeu o principal objetivo da medida, que é a redução da carga do sistema elétrico no horário de pico - em torno das 20 horas. A afirmação foi feita em Curitiba pelo gerente do Centro de Operação do Sistema da Copel, Rui Carlos Borges. Segundo ele, o fato de o sol nascer cada vez mais tarde e as pessoas que acordam muito cedo precisarem acender as luzes pela manhã não neutraliza o benefício.
Borges diz que não há dados exatos sobre quanto da economia feita à noite foi anulada pelo fato de haver mais luzes acesas pela manhã. Mas ele estima que essa perda não chega à metade do que é economizado. A redução no volume de eletricidade consumida foi da ordem de 1% - o suficiente para atender ao longo dos 146 dias do horário de verão cerca de 80 mil casas.
O argumento de Borges pode ser ilustrado com o exemplo deste último dia do horário de verão: o sol nasce hoje às 7h10 e uma pessoa que acordar às 6h30 ficará, em tese, 40 minutos com as luzes acesas pela manhã. Mas, como o sol só vai se pôr às 19h49, essa mesma pessoa vai economizar energia num horário em que normalmente se utiliza muito lâmpadas e aparelhos elétricos.


