A Companhia Paranaense de Energia (Copel) aprovou ontem a criação de cinco ‘‘unidades de negócio’’ que vão responder pelos setores de geração, transmissão, distribuição, tecnologia da informação e telecomunicação. As unidades substituem a antiga estrutura verticalizada da companhia, que era formada por departamentos e diretorias. A mudança foi uma exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) feita à Copel e à Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) - as duas únicas empresas que ainda não tinham se remodelado. As unidades de negócio foram aprovadas durante assembléia geral extraordinária dos acionistas realizada ontem à tarde, em Curitiba.
Com a alteração, a Aneel terá maior controle sobre os negócios feitos pelos setores de geração, transmissão e distribuição de energia. ‘‘A própria Copel poderá ter uma estrutura mais transparente’’, afirmou, ontem, o presidente da companhia Ingo Hubert. Toda a estrutura funcional e até contábil passa a ser independente dentro da empresa, sendo que as unidades terão mais autonomia para o fechamento de negócios nos respectivos setores onde atuam.
As unidades de negócios serão transformadas em empresas, até o início do segundo semestre. Elas vão atuar nas áreas específicas que passam por uma reestruturação. Cada setor vai ter um comitê de gestão específico que vai ser integrado por um superintendente-geral e por diretores indicados pela Copel. O comitê terá a função de decidir os assuntos estratégicos da respectiva unidade de negócio.
Além da formação das unidades de negócios, os acionistas da Copel aprovaram ainda uma série de alterações no estatuto social da empresa com vistas à modelagem da empresa, que será feita para preparar a Copel para a privatização. Uma das mudanças atingiu a nomenclatura de seis diretorias. A companhia passa a ter as seguintes diretorias: Finanças, Planejamento, Participações, Marketing, Administração e Relações Institucionais. Não houve alteração no nome dos diretores.
Durante a assembléia foi autorizada ainda a formação de quatro Companhias de Propósito Específico (Special Purpose Company - SPCs). Elas permitem que a Copel seja sócia minoritária de empresas privadas para a construção de usinas hidrelétricas. As quatro empresas somam um investimento de R$ 800 milhões em geração de energia. ‘‘Não temos interesse em construir usinas, mas sim nos associármos a empresas para comprar energia mais barata’’, afirmou Hubert. A Copel tem hoje 27 projetos de construção de usinas hidrelétricas e eólicas em desenvolvimento. Os investimentos aprovados ontem são para a operação e exploração da Usina Hidrelétrica de Foz do Chopim, para usina eólica de Palmas, para prestação de serviços à montadora Audi e para constituição de um consórcio para construção das usinas de Santa Clara e Fundão.

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