A Copel anunciou a distribuição de R$ 1,35 bilhão em dividendos para 2025, o que representa R$ 0,45 por ação e um retorno de 3,3% para o acionista. O anúncio acontece em um momento em que várias empresas estão antecipando pagamentos por causa do fim da isenção de imposto sobre dividendos em 2026. As informações são do Infomoney.

No caso da Copel, o mercado já aguardava uma nova distribuição, mas analistas do Itaú BBA destacam que o volume confirma a boa saúde financeira da empresa e sua estratégia de manter remunerações robustas após a migração ao Novo Mercado da B3. Segundo a companhia, terão direito ao pagamento os investidores com posição registrada até 30 de dezembro de 2025. A partir de 2 de janeiro de 2026, as ações passam a ser negociadas sem direito ao dividendo (ex-dividendos). A data de pagamento será definida na Assembleia Geral Ordinária de 23 de abril de 2026.

Com esse valor adicional, a Copel já soma R$ 3,7 bilhões previstos em dividendos para 2025. Se incluída a transferência extraordinária feita durante a migração ao Novo Mercado, o total chega a R$ 5 bilhões — um retorno próximo de 12% para o acionista. A empresa informou ainda que o valor por ação pode sofrer ajustes caso haja exercício de direito de recesso por acionistas preferencialistas, situação prevista em aviso já divulgado.

Segundo o BBA, a Copel tem condições de continuar pagando dividendos altos de forma recorrente nos próximos anos. A nova política da companhia prevê uma estrutura de capital mais eficiente, pagamento mínimo de 75% do lucro líquido e, pelo menos, duas distribuições anuais. Também há espaço para dividendos extraordinários, desde que haja reservas de lucro suficientes.

O Itaú BBA mantém recomendação de compra para as ações CPLE3, com preço-alvo de R$ 13,60.

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