Copel aluga termelétrica para Petrobras
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quinta-feira, 04 de janeiro de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) fechou um contrato com a Petrobras para locar a Usina Termelétrica de Araucária (UEG Araucária). O acordo foi fechado no dia 28 de dezembro e comunicado ao mercado ontem. O contrato tem duração até 31 de dezembro de 2007 mas pode ser prorrogado por mais um ano. A UEG é movida a gás natural e tem 484,5 megawatts de potência. Através de um segundo contrato, com o mesmo tempo de duração, a termelétrica será operada e mantida pela Copel, que será paga por estes serviços.
A Petrobras vai pagar à UEG, empresa proprietária da central e controlada pela Copel, um valor fixo mensal de R$ 4,1 milhões pela locação e mais uma parcela variável proporcional à quantidade de energia que for efetivamente gerada e que pode chegar a R$ 10,4 milhões caso a central produza à plena força durante um mês. Pela manutenção e operação da usina, a Copel vai receber R$ 1,8 milhão por mês.
Em entrevista à Folha, o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, disse que para a Copel, o acordo foi ''um excelente negócio''. Ele destacou que entre 2007 e 2010 seria feita uma tentativa de vender a energia produzida pela UEG no mercado livre que, segundo ele, seria uma coisa muito incerta. Ghilardi ressaltou que, com o acordo, a Copel vai deixar de arcar com os custos fixos de uma usina que só teria colocação no mercado regulado a partir de janeiro de 2010. Comentou ainda que serão remunerados em quase 7% ao ano os investimentos realizados. A UEG teve investimentos de R$ 750 milhões.
Ghilardi destacou que, mesmo que a usina fique sem operar, a Copel vai receber os valores negociados no contrato pela locação e pela operação e manutenção da usina.
Com a locação, a Copel adia os projetos para a readequação das instalações, a flexibilização das turbinas e a correção de falhas existentes na unidade de processamento de gás natural. A previsão inicial era que investimentos de R$ 40 milhões solucionassem todas as pendências da UEG. Ghilardi explicou que, como o gás que a Petrobras está fornecendo vem mais limpo, não será necessário, por enquanto, corrigir a unidade de processamento de gás natural.
O presidente da Copel disse que se houver uma oferta compatível por parte da Petrobras para a compra da UEG, a Copel não teria problemas em negociar. Segundo ele, um valor razoável seria 80% dos R$ 750 milhões que a Copel investiu na usina. ''Pode ser que a Petrobras volte a se interessar pela compra. Mas não houve negociação sobre isso ainda'', disse. Ele lembrou que a Eletrobrás e a Eletrosul já se mostraram interessadas na compra.


