Os sindicatos dos Eletricitários de Londrina, Maringá, Ponta Grossa e
Cascavel conseguiram que a Copel adiasse para 30 de março de 2013 a transferência de cerca de 120 funcionários do setor de call center da empresa alocados nestas quatro regiões para Curitiba. O processo de centralização, que vem acontecendo desde 2011, tinha prazo para ser concluído em 30 de junho deste ano, mas foi postergado na última segunda-feira em audiência no Ministério do Trabalho, em Curitiba, entre os sindicatos e representantes da companhia. A Copel tinha o prazo de 48 horas para aceitar ou não a proposta da procuradoria.
De acordo com o coordenador do coletivo sindical e presidente do sindicato de Londrina e região, Paulo Sérgio Rodrigues, o desejo dos sindicatos era que a centralização do call center para a Capital fosse adiada para 30 de junho do ano que vem. Porém, ele ficou satisfeito com a contraproposta da Copel. ''Não acreditava que o adiamento fosse acontecer, tanto que já estávamos preparados para entrar com uma liminar para evitar as transferências este ano'', comentou.
Rodrigues afirmou que o prazo estava muito curto e que as regiões mais críticas eram de Ponta Grossa, Maringá e Cascavel. ''Em Londrina, 17 estavam aguardando a realocação pra outros setores ou a transferência para Curitiba. Em Maringá, o número de funcionários nesta situação é 59. Com esta nova data, acho que a Copel conseguirá realocá-los com maior tranquilidade'', observou o representante do Sindel.
A expectativa dos sindicatos agora é avaliar, junto ao Ministério do Trabalho, como vão ficar as transferências que já aconteceram. O sindicalista estima que 70% dos funcionários que foram transferidos para Curitiba não gostariam de ter sofrido a mudança de cidade.
A FOLHA entrou em contato com a Copel para comentar a decisão de adiamento de centralização dos call center, mas até o fechamento desta edição a companhia não havia respondido à reportagem.

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