Curitiba - De olho na Copa do Mundo, artistas plásticos, artesãos, empresários e designers criaram vários souvenires que já estão sendo comercializados em Curitiba. Há ideias bem diferentes como a lata vazia de sardinha que contém o ar de Curitiba e decorada com ícones da cidade, os botons com "indiretas curitibanas" e o mini Jardim Botânico com compartimento para sementes de grama e que funciona como uma espécie de vaso que, quando regado, germina. O turista vai encontrar ainda itens mais tradicionais como marcadores de livro, blocos, ecobags, camisetas, postais, bandanas e caixas de chocolate.
O trabalho deles foi desenvolvido dentro do projeto Souvenir Curitiba do Sebrae-PR que visa desenvolver negócios com foco no potencial individual, na imaginação e na capacidade intelectual dos empreendedores. Os produtos aprovados compõem a marca SouCuritiba pelo período de dois anos.
A consultora do Sebrae e responsável pelo projeto, Patrícia Albanez, conta que o objetivo do trabalho é trazer inovação para os souvenires tendo como foco o turista que vem para grandes eventos na cidade e, sobretudo, na Copa do Mundo. Na primeira coleção de projetos de souvenires foram selecionados 38 produtos de 22 produtores. Os produtos são julgados por uma curadoria, que escolhe quais deles integrarão a linha oficial. A segunda coleção, que foi lançada em 28 de maio, tem 48 produtos de 30 produtores. Com isso, agora são um total de 86 produtos.
A segunda coleção é formada por itens como bolsa porta-trecos, biojoias, catapulta, apito passarinho, kit pano de prato e imã vina, cartelinhas da sorte, descanso de copos e porta notas indiretas curitibanas, camisetas e bodies infantis. E ainda, tags para malas, porta-recados de mesa, miniaturas de floreiras, avental na lata, almofada de viagem, bolsinhas-envelopes, mantas, quebra-cabeça, xilogravura, móbile imigrantes, kirigami, bolsa customizável, velas e marca-páginas.
Só da primeira coleção já foram vendidas 3 mil peças com valor total de R$ 35 mil. "Acredito que as vendas terão um incremento significativo com a Copa", disse Patrícia. Os preços dos itens variam de R$ 2 a R$ 126 que é o valor de um boneco de papel machê que são os "piás" e "gurias" de Curitiba.
Segundo ela, os produtores dos souvenires passaram por três etapas de capacitação. A primeira delas foi sobre empreendedorismo e comportamento empreendedor. Eles vivenciaram uma imersão no turismo e na história da cidade. Com isso, coletaram subsídios para os seus produtos. A terceira etapa foi uma oficina de criatividade e o contato com uma pesquisa de mercado. Contaram ainda com a assessoria de um consultor de design.
Patrícia destacou que quem pretende trabalhar com a produção e comercialização de souvenires tem que estar consciente que o setor de turismo sofre com sazonalidades. Em Curitiba, por exemplo, os meses fracos para isso são principalmente de dezembro a fevereiro. E, quem opta pelo setor de souvenires tem que se programar para isso.
De acordo com ela, o público-alvo desses produtos compreende turistas de lazer, grandes indústrias, o morador local que vai para outros países e a população local. "Para competir com o mercado de produtos chineses, o produtor de souvenir tem que ter um diferencial", destacou.
A presença em redes sociais também é importante como um canal para alavancar vendas. Patrícia alertou que, mesmo na produção de souvenires é importante ter planejamento e um plano de negócios. "O design e a inovação também são fundamentais para ter o sucesso do produto no mercado", disse.

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