Com a produção a todo vapor e atingindo um faturamento próximo a R$ 30 milhões por mês, as indústrias de bonés de Apucarana têm nos grandes eventos esportivos previstos para Brasil a oportunidade de incrementar ainda mais os negócios.
Com cerca de 450 fábricas e 900 facções, o município de Apucarana (Centro-Norte) já responde por 70% da produção de bonés do País, segundo o diretor da Associação das Indústrias de Bonés, Camisetas, Brindes e Similares (ANIBB), Emerson Junior Dalossi. Ele estima que somente para a Copa do Mundo, as indústrias de bonés do município devem produzir cerca de 5 milhões de unidades, o que é equivalente à fabricação média mensal de bonés na cidade. "A expectativa com a Copa é muito grande e já temos várias multinacionais entrando em contato para falar sobre as Olimpíadas de 2016", destacou Dalossi.
É em uma indústria de Apucarana, por exemplo, que são fabricados os bonés oficiais do mascote da Copa no Brasil, o Fuleco. Especializada na fabricação de produtos licenciados, a Boneliska já testou o potencial do item com o mascote e deve ter venda garantida durante o campeonato mundial de futebol. "É um tipo de venda mais certa, com a qual já trabalhamos há 15 anos. Mas a exigência por qualidade também é alta, por isso é um motivo de orgulho muito grande para nós", disse a proprietária da empresa, Siumara Costa.
Ela esteve entre os cerca de 50 expositores que participaram da quinta edição da Expoboné - Feira Nacional dos Fornecedores de Matérias-Primas para a Indústria de Bonés, Camisetas, Brindes e Similares, que encerrou ontem em Apucarana. O tema da feira foi justamente uma frase que remete às possibilidades que os eventos esportivos internacionais trazem ao setor: "O Brasil está na moda".
Negócios que podem surgir pela grande quantidade de turistas no País, mas principalmente, por parte de grandes empresas que aproveitam as competições para realizar ações de marketing, gerando assim uma demanda por bonés personalizados.
É o que espera o proprietário da TKN Bonés, Elton de Souza. Ele destaca que já tem 90% da capacidade de produção comprometida para atender as encomendas até dezembro, por isso já começou a planejar 2014. "Nossa participação na feira é mais para divulgar a marca e ir cadastrando novos clientes. Novas encomendas mesmo só a partir de janeiro"
Para fornecedores de matéria-prima, a demanda é crescente, como ressaltou o dono da Sane Abas, indústria de Apucarana, que como diz o nome, é especializada na fabricação de abas para boné. "O setor já está crescendo desde a Copa das Confederações. Tanto que esse ano não tivemos "entressafra", que geralmente é de fevereiro a junho", disse Luís Fernando Lemos.
Embora os bonés sejam o grande destaque das empresas ligadas a ANIBB, brindes, camisetas e outros acessórios têm cada vez mais sua parcela de importância nesse mercado. "Tanto que já temos indústrias em Apucarana com 50% de produção de bonés e 50% desses outros produtos", destaca Dalossi.
Para os empresários desse nicho, as expectativas também são as melhores. "Já é um mercado aquecido e crescente e que, hoje em dia, está presente em toda e qualquer estratégia de marketing", avaliou o diretor comercial da Comex Brindes, de Curitiba.

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