O número de fusões e aquisições que envolveram paranaenses caiu 5,5% no ano passado, ao passar de 36 em 2011 para 34, apesar do aumento no País de 751 para 770 entre os dois períodos. A redução, porém, deve ser pensada como uma tendência à estabilidade, segundo a consultoria PwC, devido ao salto entre 2010 e 2011. Com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, acredita-se num aumento no número de transações nos próximos anos.
O gerente sênior da PwC, Mikail Ojevan, diz que algumas fusões e aquisições foram apressadas no ano passado porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adotou novas regras a partir de 29 de maio. O órgão passou a analisar a fusão ou aquisição antes que fosse firmada, o que levou ao fechamento de R$ 10 bilhões em negócios nas 48 horas anteriores à data. Ainda, conta que muitos investimentos estrangeiros em 2012 foram adiados com a crise. ''O nível de investimentos foi bom, mas foi represado. O capital está lá, pronto para ser investido, e por isso se espera que este ano seja positivo.''
Ojevan lembra que, desde 2010, as fusões e aquisições passaram a ser multirregionais, com fuga do eixo Rio-São Paulo. No ano seguinte, houve aumento de 28% no número no Paraná.
Para 2013, ele afirma que a recuperação econômica mundial, o fim do processo eleitoral nos Estados Unidos e a proximidade da Copa e da Olimpíada devem atrair investidores. ''Empresas de hotelaria, tecnologia da informação e infraestrutura vão continuar em foco, vinculados aos eventos.'' (F.G.)

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