São Paulo- Os produtores brasileiros de cachaça querem aproveitar a visibilidade que o País vai conquistar com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 para incentivar o crescimento do consumo da bebida no mercado internacional. Apesar de ser a terceira bebida destilada mais consumida do mundo, perdendo apenas para a vodca e o sochu (da Coreia do Sul), o Brasil exporta apenas algo como 1% de sua produção anual, de cerca de 1,3 bilhão de litros, segundo o Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC).
''Quando os turistas chegarem para os eventos esportivos dos próximos anos, os restaurantes, os bares e os hotéis têm que estar preparados, com cardápios adaptados, para dar a maior visibilidade possível à bebida. Essa será a grande vitrine da cachaça brasileira'', diz José Lúcio Mendes, presidente do CBRC. Cerca de 150 marcas, de 40 produtores nacionais, estarão sendo expostas, entre 6 e 11 de setembro, no Mercado Municipal de São Paulo, durante a Expocachaça Dose Dupla.
Uma das principais barreiras à cachaça brasileira no exterior encontra-se na falta de padronização do produto, em termos de rótulo e embalagens. ''Queremos incentivar os produtores, com cursos de qualificação, em parceria com governos, para que a cachaça brasileira atenda aos níveis de exigência dos mercados internacionais'', afirma. A ideia de Mendes é começar a trazer grupos de compradores estrangeiros à feira paulistana a partir do ano que vem.

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