São Paulo - Lojas e fabricantes de aparelhos de imagem e som vivem um momento de euforia neste início de ano. O crescimento de vendas de TVs no primeiro quadrimestre é de 30%, em média, na comparação com o mesmo período de 2005, que já havia sido positivo. Os negócios estão concentrados nos televisores maiores, de 29 polegadas, que pela primeira vez ultrapassaram os aparelhos menores, de 14 polegadas.
Esse desempenho contrasta com o de outros segmentos do próprio setor eletroeletrônico, como geladeiras, fogões e eletroportáteis, cujas vendas continuam em marcha lenta.
Uma conjugação favorável de fatores sustenta a festa dos aparelhos de imagem e som. A Copa do Mundo é um deles. Mas o crédito farto e mais barato, por causa da queda dos juros, combinado com o recuo nos preços dos aparelhos de áudio e vídeo, desenhou um cenário ímpar para esse segmento.
''Nos últimos anos, nunca houve um momento tão favorável como o atual'', afirma o diretor Nacional de Vendas da Semp Toshiba, Luís Freitas. No primeiro quadrimestre, a companhia ampliou em 80% as vendas de TVs e dobrou os volumes comercializados de aparelhos de som. Nos aparelhos de DVD, a alta foi de 30% no período.
A coreana LG vendeu, em média, 30% a mais de televisores de janeiro a abril deste ano ante os mesmos meses de 2004, conta o diretor de Vendas, Breno Marcelino. Nos equipamentos para home theater, o acréscimo de negócios foi de 500% no período. ''A venda de TV puxa os negócios com áudio'', diz o executivo.
Esse desempenho favorável é confirmado pelo varejo. Nas Lojas Cem, por exemplo, as vendas de televisores e aparelhos de som aumentaram 30% no primeiro quadrimestre. Nas Lojas Berlanda, com 61 pontos-de-venda espalhados entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a expectativa é vender entre maio e junho o dobro de televisores na comparação com igual bimestre de 2005.
Nilso Berlanda, diretor da rede que leva o seu sobrenome, diz que a queda de preços dos aparelhos de áudio e vídeo e o aumento dos prazos de pagamento por parte das indústrias está impulsionando as vendas.
''Os fabricantes flexibilizaram as negociações e, com isso, podemos parcelar em 4 a 5 vezes sem juros'', diz Berlanda. Ele pondera que a fatia da linha de imagem e som no faturamento foi ampliada. Esses produtos respondiam por 28% das vendas no ano passado e hoje detêm 33%. Em contrapartida, a participação no faturamento dos eletrodomésticos de grande porte, como fogões e máquinas de lavar, recuou no período, de 21% em 2005 para 18% neste ano.

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