SÃO PAULO - A Copa do Mundo de 98 deverá movimentar no País perto de US$ 500 milhões entre licenciamento de produtos, viagens e marketing de incentivos promovido por empresas com o objetivo de ampliar vendas e fixar a marca no mercado. A estimativa é do presidente da Associação Brasileira de Marketing Promocional (AMPRO), Júlio Anguita. ‘‘Copa do Mundo e Olimpíadas são os principais eventos para o marketing promocional.’’
Apesar de faltar mais de um ano para a Copa do Mundo, que começa na França em junho de 98, empresas já estão fechando acordos para realizar projetos de marketing motivados pelo evento. Com expectativa de faturar US$ 5 milhões com a Copa de 98, a Sight Comunicação Integrada, empresa especializada em marketing promocional, assinou ontem um acordo operacional com a francesa Exploraction.
A associação irá permitir que a empresa brasileira, que já é associada a mais quatro na América Latina por meio do sistema Network Latino-Americano de Marketing Promocional, realize negócios promocionais na Europa e que tenha clientes europeus no Brasil. Segundo Anguita, diretor da Sight, existem no Brasil duas empresas, uma do setor petrolífero e outra de equipamentos, interessadas e fazer promoções ligadas à Copa de 98.
Para o presidente da Exploraction, Henri-Jean Vittecoq, o Brasil é um mercado interessante para as empresas de marketing promocional porque as companhias européias estão, a cada ano, com orçamentos mais apertados para eventos nessa área. ‘‘O Brasil é uma fantástica oportunidade para um futuro próximo.’’ Com uma carteira de clientes na qual figuram Bayer, Compaq, Toshiba, New Holland, entre outras, a empresa francesa faturou no ano passado US$ 12 milhões. Para este ano, a expectativa é obter uma receita de US$ 16 milhões. A Sight fechou 96 com negócios da ordem de US$ 14 milhões, o dobro do ano anterior. Contando com as promoções da Copa, para este ano, a estimativa é de faturar US$ 21 milhões.
Com a estabilização da moeda e abertura do mercado, observa Anguita, o marketing promocional passou a absorver uma fatia maior das verbas de publicidade. Até 94, cerca de 70% do dinheiro era destinado a anúncios publicitários e 30% ao marketing promocional. ‘‘Hoje essa repartição está equilibrada.’’

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