A Cooperativa Agrícola Mista Vale do Piquiri (Coopervale), de Palotina, está completando as obras do complexo avícola que será inaugurado no dia 10 de outubro, com capacidade para abater 150 mil frangos/mês. A perspectiva é de que haja grande dinamização da economia de vários municípios da área de atuação da cooperativa.
O investimento é de R$ 65 milhões, o faturamento deve chegar a R$ 100 milhões ao ano e cerca de mil pessoas serão empregadas diretamente pela cooperativa. Municípios onde serão produzidos os frangos para o abatedouro repartirão o ICMS gerado, pois firmaram acordo para que o tributo não fique centralizado em Palotina.
O presidente da Coopervale, agrônomo Alfredo Lang, relata que, além do benefício direto aos produtores, com abertura de nova fonte de renda, os municípios ‘‘terão importante acréscimo de receita’’, através do ICMS, que poderá chegar a R$ 13 milhões/mês.
A cooperativa empenhou-se em firmar o acordo com os municípios, para que o imposto gerado na sede do Complexo, em Palotina, seja rateado entre todos. Pela sistemática tradicional, ele é centralizado no município que sedia a indústria, apesar de absorver a matéria-prima regional.
O rateio, com anuência da Receita Estadual e do Município de Palotina, será feito proporcionalmente, de acordo com a quantidade de aves entregue pelos produtores de cada município envolvido. Além de Palotina, serão beneficiados Maripá, Terra Roxa e Nova Santa Rosa.
Em Palotina, a estrutura será composta por fábrica de rações, matrizeiro, incubatório e abatedouro. Nas propriedades rurais, serão instalados quinhentos aviários, quando o complexo operar com toda a capacidade.
Os produtores criarão frangos em aviários climatizados, que garantem a sobrevivência do dobro do número de aves em relação ao sistema convencional e melhores resultados na conversão alimentar e ganho de peso.
Em espaço de 1,2 mil metros quadrados, podem ser alojadas 25 mil aves, e uma só pessoa pode cuidar de até 100 mil, o que representará menos comprometimento da mão-de-obra.

mockup