O presidente da Cocamar (Cooperativa de Maringá), Luiz Lourenço, acredita que o dólar deve voltar a uma realidade de R$ 2,25 nos próximos meses. Responsável pela segunda maior cooperativa do Brasil, Lourenço observa que os agricultores conseguem o equilíbrio econômico, mesmo importando insumos, na medida em que vendem seus produtos em dólar. ‘‘É uma forma do produtor tentar fazer mais reais e custear a sua próxima safra’’, diz.
Ele afirma que a situação só não é tão confortável porque o custo atual dos insumos importados pode encarecer o plantio. ‘‘Daí, se o custo da safra estiver encarecido e o produtor não conseguir bom preço, poderá sentir lá na frente uma maior consequência desta alta’’.
Conforme a coordenadora da Casa Mercosul, em Maringá, Maria Alice Bourbon, a situação do dólar travou as importações. Ela lembra que Maringá é uma região importadora, principalmente de máquinas e componentes eletrônicos, e por isso, está com os negócios paralisados nos últimos dias. ‘‘Em 1999 nós também levamos um baque e isso sempre acontece até que o mercado absorva a nova taxa e retome suas atividades’’, aposta. (Marta Medeiros)

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