Cooperativismo é opção para trabalho e renda
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de agosto de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba Movimentos sociais de Curitiba estão se organizando para reivindicar uma legislação própria para estimular a criação de cooperativas populares. Os movimentos identificam nessas organizações uma das alternativas para criar emprego e renda entre as populações marginalizadas das periferias das grandes cidades. Uma vez organizados, eles prometem sair em busca de recursos federais.
Em Curitiba, os movimentos sociais vão priorizar a organização de cooperativas de produção como de panificação, artesanato e produção agrícola. A preocupação é evitar a formação de cooperativas para o setor de serviços, já que muitas delas se utilizam dessa mão-de-obra para flexibilizar gastos com impostos.
A dificuldade atual é que a legislação nivela todos as cooperativas como uma instituição única, sem considerar os diferenciais entre as grandes e médias cooperativas com as cooperativas populares, salientou a vereadora Roseli Isidoro(PT), uma das coordenadoras do Seminário sobre Cooperativismo Popular, que será encerrado hoje em Curitiba.
A articulação da vereadora tem o respaldo da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que defende um tratamento diferenciado às cooperativas populares. Oito cooperativas populares já passaram pela incubadora e conseguiram se consolidar no mercado.
De acordo com a vereadora, as cooperativas populares merecem um tratamento diferenciado, sem intermediários na captação de recursos. Na próxima semana ela vai enviar um projeto de lei na Câmara Municipal de Curitiba, propondo a criação de um conselho municipal de economia solidária e de cooperativas populares. O objetivo é orientar e acompanhar as cooperativas populares na busca de incentivos governamentais.


