Cooperativas vão investir R$ 437 mi
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quarta-feira, 22 de janeiro de 1997
Elvira Fantin Sucursal de Curitiba 
ArquivoCompetitivoProjetos mais caros são do setor avícola no Oeste e Sudoeste do Estado As cooperativas do Paraná estão programando investimentos de R$ 437 milhões em projetos agroindustriais a partir deste ano. No total, os projetos vão gerar 27 mil empregos diretos. São principalmente usinas de açúcar, indústrias de refino de óleo, unidades de processamento de milho, laticínios e abatedouros de aves e suínos.
Duas cooperativas saíram na frente e já estão instalando abatedouros de aves. A Coopervale, de Palotina, investiu R$ 45 milhões numa unidade que entra em funcionamento em março abatendo 60 mil frangos por dia. O abatedouro vai gerar R$ 13 milhões por ano em ICMS para os cinco municípios da região - Palotina, Assis Chateaubriand, Terra Roxa, Maripá, e o distrito de Alto Santa Fé, que pertence ao município de Nova Santa Rosa.
Outra cooperativa, a Cootrefal, de Medianeira, já concluiu o projeto e começa nos próximos dias a construção de um abatedouro que vai custar R$ 20 milhões. A unidade vai funcionar em Matelândia, a 20 quilômetros da sede da cooperativa. Inicialmente serão abatidas 80 mil aves por dia e até a conclusão do projeto, fornecidos por 400 cooperados. Depois de totalmente implantando, a produção total poderá chegar a 240 mil aves por dia em três turnos.
Decidimos investir no setor de carnes para dar uma opção a mais ao nosso cooperado, informou Celso Barp, responsável pelo projeto de avicultura da Cootrefal. Segundo ele, os cooperados da região são grandes produtores de milho e a transformação deste milho em carne é uma forma de agregar mais valor ao produto. De acordo com informações da diretoria da cooperativa, o abatedouro vai elevar em 36% o faturamento, passando dos atuais R$ 147 milhões para R$ 200 milhões.
Barp informa que a produção de frangos será comercializada através da Cooperativa Central do Sudoeste do Paraná (Sudcoop), que tem 30 mil pontos de vendas em todo o País. O excedente de produção poderá ser exportado, prevê.
Prospecção:
Ocepar tem
relatório do grupo
Pensa, da USP
ConcorrênciaO secretário executivo da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, disse que a entidade vai negociar com o governo do Estado a inserção dos projetos de investimentos das cooperativas nos programas do governo do Estado. As cooperativas querem ter acesso a financiamentos do Banestado, BRDE, do Fundo de Desenvolvimento do Estado e do Banco do Brasil para implementar estes projetos, disse.
Para direcionar os investimentos das cooperativas a Ocepar encomendou um estudo ao grupo Pensa - Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, da Universidade de São Paulo (USP). Estamos preocupados em buscar uma discussão mais ampla do mercado para oferecer mais informações às nossas cooperativas e aos seus cooperados para que eles possam definir melhor seus investimentos, disse Nelson Costa, gerente do departamento econômico da Ocepar.
O grupo Pensa repassou esta semana um relatório preliminar do estudo encomendado pela Ocepar. No relatório, o grupo indica que se as cooperativas quiserem entrar de fato no segmento carnes elas precisam investir da mesma forma que as empresas líderes do setor estão fazendo.


