A cooperativa Castrolanda, sediada em Castro (Campos Gerais), é uma das poucas do Estado que trabalha com feijão. Márcio Cotacheski, gerente de negócios agrícolas da cooperativa, afirma que para esta safra a projeção é de uma redução de 20% na área plantada. Ao todo, os 200 produtores de feijão da organização deverão destinar apenas 17 mil hectares para o grão.
Cotacheski avalia que o setor vive um momento atípico. O gerente da Castrolanda explica que nos últimos dois anos houve um incremento da área de feijão. Ele lembra que, nesse período, os bons preços da cultura se justificaram por quebras de safras em algumas regiões produtoras. Hoje há um excesso de oferta no mercado.

Representatividade
Segundo dados da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) apenas 10% da produção de feijão do Paraná passa pelas cooperativas do Estado. Flávio Turra, gerente técnico e econômico da entidade, afirma que a procura pelas cooperativas acontece principalmente quando o preço do grão está em baixa. "As instituições são procuradas para armazenar a produção", enfatiza.
Geralmente, destaca Turra, essa produção em estoque é comercializada por meio das Aquisições do Governo Federal (AGF), com leilões realizados pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Por isso, "as cooperativas entram quando há dificuldade de mercado", salienta o especialista da Ocepar. (R.M.)

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