Cooperativas
querem compensar
defasagem cambial
As cooperativas querem uma compensação pela manutenção da atual política cambial, onde a defasagem acumulada nos últimos dois anos entre o dólar e o real é avaliada entre 15% e 20%. O secretário executivo da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, informou ontem que já estão agendados encontros parta os próximos dias em Brasília com dirigentes da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) para discutir prováveis formas de compensação para evitar um prejuízo ainda maior na comercialização da safra com a manutenção da atual taxa de câmbio.
‘‘A nossa expectativa era que o governo mexesse no câmbio, mas como a decisão é pela manutenção da atual política cambial queremos alguma forma de compensação’’, disse Ricken. Segundo ele, a atual política cambial traz dois efeitos negativos para o Brasil. O primeiro deles é uma desvalorização dos preços dos produtos no mercado interno, já que a defasagem cambial estimula a importação em detrimento à exportação. Além disso, a defasagem desestimula a exportação.
Para a Ocepar, algumas medidas de compensação podem ser a taxação compensatória sobre os produtos importados e a concessão de prazos e juros compatíveis com os empréstimos internacionais garantidos para a importação de produtos, como algodão, trigo e milho. (E.F.)

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